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Inter se despede da torcida com empate, e Vitória fica no Z-4

Inter se despede da torcida com empate, e Vitória fica no Z-4

Atualizado: Segunda-feira, 29 Novembro de 2010 as 8:20

Jogo no Beira-Rio, só em 2011, quando o Inter espera já ser bicampeão do mundo, quando o Vitória espera ainda ser time de Série A. O clube gaúcho, com a escalação do Mundial, empatou por 1 a 1 com o Rubro-Negro baiano na tarde deste domingo. Foi a última partida da equipe vermelha em Porto Alegre antes de rumar para o Mundial. Mas o jogo valeu mesmo para os visitantes, guerreando contra o rebaixamento. O resultado deixou o Vitória no Z-4, mas em condições de escapar da queda na última rodada.

A equipe comandada por Antônio Lopes foi a 41 pontos, na 17ª colocação, atrás do Atlético-GO no número de vitórias. No próximo domingo, os baianos recebem justamente o time goiano. Se vencerem, seguirão na elite. Se perderem ou empatarem, estarão rebaixados. O Inter, com 55, é o oitavo, e volta a campo quinta-feira, fora de casa, contra o Grêmio Prudente.

Depois de um primeiro tempo que provocou bocejos na torcida, as duas equipes alcançaram belos gols na etapa final, com Adaílton e Rafael Sobis. Mais de 22 mil torcedores foram ao estádio se despedir dos atletas colorados.

Tédio no primeiro tempo

Tarde de domingo, aquele almoço pesando na barriga, uma chuva fina caindo... Teve torcedor pensando em puxar um cobertor e tirar uma soneca nas arquibancadas do Beira-Rio, dada a chatice do jogo entre Inter e Vitória no primeiro tempo. Os colorados, nada interessados no Brasileirão, jogaram com ritmo de treino. E os baianos raciocinaram que um empate não era exatamente mau negócio. Nenhum dos times forçou o jogo.

O Inter começou melhor. Em dois cabeceios, um de Índio e outro de Alecsandro, até ameaçou o adversário, mas Viáfara defendeu sem dificuldades. Chutes de Rafael Sobis e Kleber não encontraram o caminho do gol. O Rubro-Negro só conseguiu incomodar aos 20 minutos, quando Uelliton chutou de muito longe. Renan defendeu.

Conforme passava o tempo, mais insosso o jogo ficava. Nem nos lançamentos para a área as duas equipes acertaram o pé. Viáfara e Renan ganharam todas. Júnior ficou no quase duas vezes, mais por erros dos adversários do que por méritos próprios: na primeira, bateu cruzado após bobeada de Índio; na segunda, quase desarmou Renan, que conseguiu recuperar a bola.

Alecsandro, em uma pancada de longe, fez Viáfara trabalhar. O goleiro voou para o canto esquerdo e espalmou o bom chute do centroavante vermelho. Foi o último lance de alguma emoção em um primeiro tempo feito para resumir o conceito de tédio.

Golaços como recompensa

Depois de um primeiro tempo tão ruim, veio a etapa final com duas pinturas como recompensa para a torcida. A primeira foi do Vitória. Adaílton, pela direita da área, parecia sem ângulo para chutar. Só parecia. Ele mandou uma pancada dali mesmo, certeira, no ângulo de Renan. Golaço. Os baianos, eufóricos, ganhavam esperança de conquistar um resultado determinante na luta contra o rebaixamento.

O problema do Vitória é que o gol serviu como despertador para o Inter. Rafael Sobis, em cruzamento de Kleber, já tinha forçado Viáfara a fazer defesaça. Era um sinal de que ele marcaria o gol. E que gol... O atacante pegou a bola pela esquerda, foi para cima da zaga aos dribles, ganhou a disputa na força e na técnica e aí mandou um torpedo teleguiado, um chute sobrenatural, uma patada de assustar. Nem todos os goleiros do planeta juntos defenderiam o chute. Golaço.

O Inter já tinha Andrezinho e Giuliano em campo quando empatou o jogo. Celso Roth ainda convocou Leandro Damião, mas não conseguiu a virada, apesar da superioridade colorada em campo na parte final da partida.

Por: Alexandre Alliatti

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