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Inter tem semana decisiva para o futuro do Beira-Rio

Inter tem semana decisiva para o futuro do Beira-Rio

Atualizado: Segunda-feira, 28 Fevereiro de 2011 as 2:08

Começa uma semana decisiva para o projeto de reformulação do Beira-Rio. Na quarta-feira, o Conselho Deliberativo conhecerá uma nova alternativa para as obras já realizadas no estádio, a sede porto-alegrense da Copa do Mundo de 2014. A mudança na diretoria criou dúvidas sobre a primeira proposta. Caberá aos conselheiros a decisão sobre o modelo a ser utilizado.

O projeto inicial, encabeçado pelo ex-presidente do clube, Vitório Piffero, e por dois ex-diretores da área de patrimônio, Pedro Affatato e Emídio Ferreira, prevê reformas no Beira-Rio com recursos próprios, orçados em R$ 150 milhões. Mas a nova diretoria, formada basicamente pela cúpula do futebol até o ano passado, questiona muito a proposta. E é aí que entra Aod Cunha, o executivo-chefe do clube.

Ele apresentará um novo modelo aos conselheiros. Nele, o custo é questionado. Sobe para pouco mais de R$ 250 milhões e defende a parceira com uma empreiteira, a Andrade Gutierrez. Com isso, ocorre divisão de despesas e, posteriormente, de lucros, em um período de 20 anos.

Os dirigentes ligados ao futebol até o ano passado, e que agora têm os principais cargos do clube, já questionavam até a necessidade das obras. Na prática, muitos deles não faziam, e ainda não fazem, questão de ver o Beira-Rio sediar a Copa – não acham que valha a pena trocar o dinheiro investido por dois ou três jogos do Mundial.

No ano passado, a própria Fifa questionou o projeto inicial do Beira-Rio. A entidade viu nele pouca solidez financeira e sugeriu parcerias com bancos e empreiteiras. Os dirigentes responsáveis pelo modelo, na época, garantiram que o dinheiro poderia sair do próprio Inter, com a venda de suítes, de camarotes e do antigo estádio dos Eucaliptos.

O curioso é que as reformas seguem andando no Beira-Rio. Parte da arquibancada inferior foi demolida para depois ser elevada e estendida. O pátio recebe estacas para a futura cobertura. Operários são mais frequentes por ali do que jogadores de futebol.    

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