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Invencível há mais de nove meses, Diguinho defende escrita pessoal

Invencível há mais de nove meses, Diguinho defende escrita pessoal

Atualizado: Terça-feira, 1 Março de 2011 as 4:18

Ele marca pouquíssimos gols, não é o tipo de jogador que decide uma partida sozinho, pouco aparece para o torcedor, mas os números comprovam: Diguinho é imprescindível para o Fluminense. Dono da camisa 8 tricolor desde o início de 2009, o volante teve início irregular nas Laranjeiras e foi questionado pela torcida. A volta por cima, porém, pode ser medida em aplausos a cada roubada de bola e passe certo, ou simplesmente pela frieza das estatísticas: desde 23 de maio de 2010 ele não sabe o que é derrota.

Isso mesmo. Com Diguinho em campo, o último revés do Fluminense aconteceu diante do Corinthians, 1 a 0, no Pacaembu, ainda pela terceira rodada do Brasileirão. Desde então, o volante entrou em campo 30 vezes, com 20 vitórias e 10 empates, aproveitamento de 77,7%. Sem seu "cão de guarda", porém, o desempenho do campeão brasileiro cai bastante: foram 15 partidas, com cinco derrotas, quatro empates e seis vitórias, com 48,8% dos pontos conquistados. Nem tudo, porém, foi glória com Diguinho em campo. Diante do Boavista, na semifinal da Taça GB, o empate por 2 a 2 teve sabor de derrota com a eliminação nos pênaltis.

A ausência nestes compromissos se deu em 14 oportunidades por uma torção no tornozelo direito, em partida contra o Vasco, no primeiro turno do Brasileiro. Já neste ano, o Fluminense contratou jogadores para a posição - Edinho e Souza podem ser aproveitados por ali -, mas a “dependência” de Diguinho permaneceu. O Tricolor tem apenas uma derrota na temporada, diante do Botafogo, na sexta rodada da Taça Guanabara. Partida realizada justamente no fim de semana do nascimento da primeira filha do jogador, que foi liberado para ir a Porto Alegre.

Perguntado se a série invicta o transforma em intocável na equipe de Muricy Ramalho, Diguinho preferiu dividir os méritos com os companheiros e revelou acreditar que o sucesso é fruto do entrosamento do setor defensivo.     - A receita é trabalho, entrosamento. Às vezes muda a dupla de volantes, mas a zaga é sempre a mesma. Sou um cara que vê o jogo de frente, busco orientar com o que o Muricy pede. Fico feliz com essa invencibilidade e agradeço aos amigos, que me ajudam.

Entretanto, se as derrotas ficaram em um passado distante, os empates passaram a ser rotina. Foram três nos últimos quatro jogos. Nesta quarta, no Azteca, diante do América do México, um novo tropeço complicará a vida do Flu na Libertadores. Diguinho justificou os pontos desperdiçados em casa para Argentinos Juniors e Nacional (URU) e deixou clara a necessidade de vencer em solo mexicano.

- Nesse último jogo (contra o Nacional) fomos bem. Todo mundo viu que a equipe teve uma postura diferente. É sempre complicado jogo de Libertadores. Os adversários se defendem demais, mas buscamos de todas as formas o gol. Precisamos achar uma maneira de vencer e vencer bem para engrenar.

E para alcançar os objetivos, o volante já buscou informações sobre o estilo de jogo do América. Segundo ele, é importante que o Tricolor tenha paciência para conquistar os três pontos.

- As equipes mexicanas procuram manter a posse de bola, trabalhar bem, assim eles dominam a partida. Precisamos ter a tranquilidade para recuperar a bola e colocar em prática o nosso jogo.

Presente na derrota para a LDU na decisão da Sul-Americana de 2009, o camisa 8 se mostrou preocupado também com a altitude de 2.235m da Cidade do México e quer evitar os chutes de longa distância.

- Temos que marcar bem. Sabemos que do meio-campo, se abrir espaço, eles chutam. Já sofremos isso contra a LDU. Mas também temos jogadores que batem bem na bola e vamos utilizar isso.

Com a camisa do Fluminense, Diguinho já realizou 92 partidas, com 48 vitórias, 26 empates e 18 derrotas.    

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