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Joel e Léo: em reencontro no Fla, dupla retoma sonho da Libertadores

Léo Moura e Joel ainda não digeriram 'amargura' por Cabañas

Atualizado: Segunda-feira, 13 Fevereiro de 2012 as 9:17

Joel Santana esteve muito perto de participar de uma Copa do Mundo, o ponto alto da carreira de um treinador de futebol. Mas às vésperas do Mundial da Áfria do Sul, em 2010, foi demitido da seleção anfitriã e viu Carlos Alberto Parreira assumir. Uma troca que não digeriu até hoje. Segundo ele, se soubesse que seria assim, não teria trocado o Flamengo, em 2008, pela empreitada internacional.

- Fomos bem na Copa das Confederações, e depois me tiraram por causa de umas coisas malucas lá. Se soubesse que não completaria o ciclo não sairia do Flamengo, pois estava bem com todo mundo aqui. Tomara que eu faça uma boa campanha para tirar essa amargura – disse Joel, na semana passada.

Em 2008, conquistou o título carioca com a vitória sobre o Botafogo na decisão, em 4 de maio. Convidado para treinar a seleção sul-africana, se despediu do clube três dias depois. Não da forma como gostaria.

Homenageado em campo antes da partida, com direito à placa, viu do banco de reservas do Maracanã o Rubro-Negro perder por 3 a 0 para o América do México e ser eliminado da Taça Libertadores. Em um dos maiores vexames da história centenária do clube.

De volta pela quinta vez, tem nova chance de conquistar o título internacional que apenas a geração de Zico, Júnior e companhia conseguiu dar ao Flamengo, em 1981. Antes de ser demitido, Vanderlei Luxemburgo classificou a equipe para a fase de grupos. Joel assumiu e na próxima quarta-feira escala o time para enfrentar o Lanús, da Argentina, na estreia do Grupo 2. O jogo será na Grande Buenos Aires, às 22h (de Brasília). O técnico retoma um sonho de quatro anos atrás.

- Acho que é o terceiro título de mais importância. É a Libertadores, o Mundial de Clubes e a Copa do Mundo. Um título que mexe com todo mundo, vai colocar o profissional num patamar diferente daquilo que pretende dentro da sua carreira de treinador. É uma competição muito difícil, às vezes nem sempre o melhor time ganha pela decorrência de jogos, interpretação de arbitragem, você joga contra o hermanos argentinos, contra os chilenos, uruguaios. E eles têm uma mania de te irritar. E brasileiro se irrita com muita facilidade e não pode ser assim. É uma competição que tem que ter muito equilíbrio internacional e não só uma boa equipe. Não resta dúvida que se você conquistar uma Libertadores sobe de patamar.

Léo Moura estava no Maracanã. E sofreu com Joel pela queda precoce na competição. Ele conta que este foi um dos assuntos entre eles logo que se reencontraram. Técnico e jogador têm um desejo em comum: aproveitar a nova chance.

- É o único título que falta para mim no Flamengo. Logo na chegada do Joel, conversando com ele, falei com ele que deixamos escapar em 2008 e que ele tinha voltar para me ajudar a conquistar essa Libertadores. É um título que ele também quer muito. A gente sabe que é muito difícil, mas vamos fazer de tudo para tentar vencer essa competição tão importante.

Aos 63 anos, Joel já comandou o Flamengo em 170 jogos, com 99 vitórias, 40 empates e 31 derrotas – incluindo os dois jogos de 2012. Em sua última passagem pelo clube, entre 2007 e 2008, o treinador comandou o Rubro-Negro em 54 partidas, com 35 vitórias, sete empates e 12 derrotas. O retrospecto é positivo, mas entre salvações e conquistas, Natalino agora terá a missão de ganhar um título de maior expressão.

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