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Jogos Olímpicos de Inverno 2010

Jogos Olímpicos de Inverno 2010

Atualizado: Sábado, 13 Fevereiro de 2010 as 12

A cerimônia de abertura da Olimpíada de Vancouver foi dedicada ao atleta Nodar Kumaritashvili, da Geórgia, morto em treino do luge na sexta-feira (12) e aos outros sete da delegação, que participaram do desfile de países portando tarjas de luto. O espetáculo no BC Place, estádio para 55 mil pessoas, alternou momentos de criatividade com outros já batidos, com quebras de ritmo na produção que custou cerca de R$ 70 milhões. O acendimento da pira olímpica perdeu o impacto ao ser dividido por  quatro ídolos do esporte - Wayne Gretzky, do hóquei no gelo; Nancy Greene, do esqui; Katrina LeMay Doan, da patinação de velocidade, e Steve Nash, do basquete. E dos quatro pilares imitando blocos de gelo que formariam uma fogueira gigante, um deles não foi levantado.

Capas brancas foram distribuídas às pessoas que lotaram o BC Place de Vancouver, para dar um clima de neve total dentro do estádio, com todo o piso também imitando gelo, que recebeu a cerimônia de abertura da Olimpíada de Vancouver. Só depois do desfile das delegações é que o espetáculo ganharia em criatividade para empolgar mais o público. Ainda assim, teve ritmo e animação quebrados em vários momentos.

A ideia do início em branco total parece ter gelado a festa, pelo menos no início, com a apresentação da cultura das Quatro Grandes Nações que formaram o Canadá. A festa só começou com a entrada da delegação canadense, toda em vermelho, em contraste com o ambiente todo branco do estádio fechado – as duas cores da bandeira do Canadá. Os pontos realmente diferentes e mais bonitos do espetáculo foram com o público no escuro e o piso do estádio transformado em oceano, em uma imensa tela, onde se viu a entrada de baleias esguichando água, e o surgimento da lua amarelada em contraste com o céu azulado e cheio de estrelas – as lanternas do público.

INÍCIO GELADO A cerimônia começou com a Polícia Montada levando a bandeira do Canadá para ser hasteada e representantes dos grupos indígenas que povoaram o país apresentando danças. Em seguida, veio o desfile dos representantes dos 82 países – vários deles com apenas um atleta.

É curioso detectar, por essa parada, a força e o número de participantes de alguns países, ou pelo menos a tentativa de uma pequena representatividade por parte de outros. Em quantidade, impressionam Rússia, Estados Unidos e o próprio Canadá, mas também a China, cada vez mais presente em todos os setores e agora também nos esportes de inverno.

Alguns países de muita tradição, como Suécia, não têm tantos inscritos como se poderia esperar. Há esforçados como o Brasil, desta vez com cinco atletas, ou aqueles com delegações ainda menores, como Irã, Quênia, Paquistão, Gana. No telão de fora do estádio coberto, antes do início da cerimônia, foi mostrada homenagem ao atleta Nodar Kumaritashvili, de apenas 21 anos, morto em acidente no treino de luge na sexta-feira (12). Dentro, a delegação da Geórgia mostrou-se emocionada. Seus representantes usaram tarjas pretas mostrando luto. Uma fita negra também foi amarrada junto à bandeira do país. Depois, haveria um minuto de silêncio antes do juramento dos atletas, com bandeiras a meio pau, também como homenagem.

Mas até a entrada do Canadá a cerimônia estava abaixo das expectativas – não tinha chegado a empolgar, ou mesmo surpreender os telespectadores. O surgimento da delegação canadense levantou o estádio – os habitantes do país são conhecidos por seu patriotismo.

Na sequência, a empolgação foi congelada com a dupla Nelly Furtado e Bryan Adams cantando Tributo aos Atletas. Papeizinhos imitando neve caindo recebiam atores representando os primeiros estrangeiros chegando ao país em meio a nevascas. A participação do público, com lanternas, não chegou a ser uma novidade – vinha de Los Angeles-1984. Efeitos mais bonitos: mar e lua Com o início dos efeitos – enfim aproveitando o teto do estádio (foi a primeira cerimônia de abertura em local fechado) – o espetáculo ganhou em criatividade, partindo de uma alegoria pendurada em imitação da aurora boreal, para a transformação do piso em oceano com as baleias.

Novo tropeço no ritmo com o aparecimento de animais iluminados, como um grande urso, relacionado com um “grande espírito” da cultura indígena. Uma crítica ao superaquecimento global surgiu com o piso mostrando placas de gelo se separando por todo o piso do estádio.

Depois do surgimento da lua cheia – finalmente um momento diferente -, uma canoa desceu pendurada por cabos do teto, para o duelo de um violinista com sua sombra. O teto ajudou então na formação das gigantescas árvores canadenses, em cenário com as folhas típicas do Canadá, com suas cinco pontas e em tom avermelhado de outono. Vinha a representação dos imigrantes – muitos deles irlandeses e escoceses – em com suas alegres músicas e danças tradicionais, aí sim contagiando o público.   Mas novamente o ritmo foi quebrado, com representação de campos de trigo e um personagem correndo ou voando por eles, efeitos que já haviam sido vistos em Pequim-2008. Foram levantadas as Montanhas Rochosas em meio ao estádio, com snowboarders e esquiadores voando por elas, pendurados do teto por cabos, e com o branco servindo para projeções – o que também havia sido feito em Atlanta-1996.

Discursos do cerimonial foram ouvidos antes do realmente esperado, que eram o juramento do atleta e o acendimento da pira. Foi quando Jacques Rogge, presidente do COI, disse que a cerimônia tinha sido dedicada aos atletas da Geórgia: Nodar Kumaritashvili, que morreu no treino do luge, e seus sete companheiros que irão competir na Olimpíada. Depois dos atletas homenageados no estádio, com um curto revezamento da tocha, e do juramento feito pela atleta Hayley Wickenheiser, do hóquei no gelo, foi acesa a pira - como se fossem imensos blocos de gelo que pegassem fogo. Wayne Gretzky, Nancy Greene, Katrina LeMay Doan e Steve Nash estavam ao lado, mas houve uma falha e um dos quatro pilares não se levantou do solo.

fonte: r7.com

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