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Jordan Burger troca o tênis pelo basquete e sonha seguir na seleção

Jordan Burger troca o tênis pelo basquete e sonha seguir na seleção

Atualizado: Sexta-feira, 30 Julho de 2010 as 12:55

Houve um tempo em que Jordan Burger sonhava ser como um certo cabeludo, que treinava no mesmo clube que ele. Há 10 anos, Gustavo Kuerten estava no auge da carreira e era a referência mais próxima daquele tenista tão menino. A carreira terminou com dois títulos estaduais, freada pelos centímetros que Jordan não parava de ganhar. Por conta deles, mudou de quadra, trocou de país ainda adolescente e depois de quatro anos e meio na Espanha, foi convidado para treinar com a seleção brasileira que se prepara para o Mundial da Turquia.

- Todo guri sonha estar na NBA. Por isso, resolvi ir cedo para a Europa porque os clubes têm mais estrutura. Não sei se estaria treinando hoje aqui se não tivesse feito isso, embora saiba que os times no Brasil estão melhorando. Eu era bom jogando tênis, mas cresci demais e também havia a dificuldade de patrocínio. Passei a praticar os dois esportes ao mesmo tempo e optei pelo basquete - disse Jordan, que tem 2,03m.

E não se arrepende da escolha. Aos 14 anos, para sofrimento da mãe, o filho do meio resolveu seguir para Sevilha. Não teve dificuldades para se adaptar e nem olhou para trás. Considerava a ida para o basquete europeu como parte da caminhada para a NBA, onde atua LeBron James, de quem sempre foi fã. Hoje tira proveito de quem já teve a experiência de jogar com o ala do Miami Heat.

-  Estou aproveitando cada dia para olhar o que esses jogadores fazem. O Nenê me dá dicas para eu arriscar mais. Treinar com eles só abre o apetite para querer defender a seleção. Sei que na minha posição (ala) há mais jogadores para ir à Turquia, mas estou treinando. Acho que se mostrar para o técnico que você pode ajudar, tudo é possível. Eu tenho esperança.

Tendo como ponto forte os arremessos de três, o ala de 19 anos teve convite para atuar em outros países, mas preferiu seguir no Sevilla. Só pretende mudar de equipe assim que conseguir o passaporte espanhol, que o permitirá jogar como atleta comunitário. É possível também que o irmão mais novo, Luciano, dê o mesmo rumo à carreira. Em dezembro, ele passou um período treinando na Espanha e agradou.  E se for, Jordan já avisa: terá de se acostumar a ver Rafael Nadal sempre na TV.

- Lá na Espanha eles seguem o Nadal direto. Mas acho que se ele jogasse com o Guga, quando estava no seu melhor, seria uma partida de igual para igual.

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