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Jornal achou que vitória dos EUA sobre a Inglaterra em 50 era trote

Jornal achou que vitória dos EUA sobre a Inglaterra em 50 era trote

Atualizado: Segunda-feira, 14 Dezembro de 2009 as 12

Quando, no dia 29 de junho de 1950, a redação do New York Times recebeu a notícia de que a seleção dos Estados Unidos - uma equipe semi profissional formado por professores, motoristas e carteiros - havia vencido a Inglaterra em uma partida oficial da Copa do Mundo do Brasil, ninguém comemorou. Segundo Geoffrey Douglas, que escreveu o livro The Game of Their Lives, sobre a partida histórica, ninguém sequer acreditou. O despacho da agência de notícias chegou perto do horário de fechamento do jornal e o jogo - devido a desconfiança geral - acabou não noticiado. Alguns jornais acreditaram haver um erro de digitação, que o resultado deveria ser 10 a 1 para a Inglaterra, e não 1 a 0 para os EUA.

O jogo foi realizado no Estádio Independência, em Belo Horizonte, e é uma das maiores zebras da história das Copas do Mundo. A seleção da Inglaterra se considerava tão superior que os ingleses não haviam nem se interessado em participar das três primeiras edições da Copa - só na de 50 quiseram jogar. O feito, entretanto, mesmo depois de confirmado, não foi celebrado pelos americanos. O interesse por futebol (soccer, para eles, diferente do football dos ingleses) era quase nulo - e o ''milagre na grama'', como ficou conhecida a partida, não ajudou a popularizar o esporte. Na verdade, os EUA passaram 40 anos sem ir para a Copa depois de 1950. Foram em 1990, sediaram o evento em 1994. Agora, a curiosidade cresce.

Walter Bahr, um dos jogadores daquela seleção dos EUA que ainda está vivo (82 anos), disse ao NYT esta semana que quanto mais envelhece, mais famoso fica. Em 2010, na Copa do Mundo da África do Sul, a seleção dos EUA volta a enfrentar a seleção da Inglaterra. Os ingleses ainda são considerados melhores que os americanos - a Inglaterra é 9ª no ranking de melhores seleções da FIFA -, mas os EUA, em 14º, não é mais um grupo quase amador de uma país que simplesmente não liga para futebol. O Brasil sabe disso: para ganhar a Copa das Confederações a seleção brasileira teve que virar o jogo, que perdia de 2 a 0 para os americanos.

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