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Jovem carente dá volta por cima no basquete com adoção de professoras

Jovem carente dá volta por cima no basquete com adoção de professoras

Atualizado: Quarta-feira, 14 Setembro de 2011 as 1:53

João Vitor, 12 anos, poderia ter sido mais uma criança sem futuro se não fosse o trabalho de duas ex-jogadoras de basquete. Há três anos incluído em um projeto social, que o tirou do Morro de São Carlos, no Rio de Janeiro, o jovem passou a morar na casa de Ana e Márcia, veteranas no esporte, e tem sido destaque nos torneios que participou, como o Estadual Carioca, em que defendeu o time sub-13 do Tijuca Tênis Clube (assista ao vídeo) . - A gente teve que lidar com muito tipo de criança que sai da linha, criança que sai do morro com muitas coisas ruins. Ele foi o primeiro de muitos. O projeto de vida dele é a mudança de vida no basquete, mas mudança de vida em primeiro lugar, mudança de atitude, saber que ele pode crescer, ser melhor a cada dia – explica Márcia sobre a volta por cima do menino.

João Vitor encontrou oportunidade ao lado de Márcia

e Ana (Foto: Reprodução SporTV)

  João Vitor foi abandonado pelos pais, que não tinham condições de sustentá-lo. Há três anos, o jovem faz parte de um projeto social, criado há oito anos, da Associação de Basquete de Veteranos do Rio de Janeiro. A organização oferece bolsas de estudo e reúne 130 crianças carentes para trabalho de base no esporte.

Além de participar das aulas do projeto e se destacar, João Vitor foi "adotado" pelas professoras Ana e Márcia, que ofereceram ao jovem uma casa para morar.

- Eu fico muito feliz por ele, porque você não sabe como é grandioso você tirar um menino de onde ele estava e ele virar o que ele é agora. A gente briga muito com ele em casa, mas a gente vê que ele mudou muito – conta Ana, emocionada.     O projeto, além de oferecer nova oportunidade de vida, também fez João Vítor acreditar no sonho de ser jogador profissional da liga americana de basquete (NBA). O jovem garante que, se um dia chegar lá, agradecerá ao apoio de Ana e Márcia.

- Elas jogam muito. A tia Aninha é muito rápida, a tia Márcia chuta a bola, faz bandeja. Elas fazem uma dupla invencível. Eu pedi para ficar e dormir lá, aí fui dormindo, dormindo, e acabei ficando com elas. Se não fossem elas eu não sei o que seria de mim. Elas tinham que estar na minha vida mesmo – admite João Vitor.          

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