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Juvenal defende continuidade no poder e diz: 'Depois eu largo tudo'

Juvenal defende continuidade no poder e diz: 'Depois eu largo tudo'

Atualizado: Quarta-feira, 20 Abril de 2011 as 9:39

Aos 76 anos, Juvenal Juvêncio acredita ser a pessoa mais qualificada para comandar o São Paulo. No seu quinto ano de mandato, ele tenta na noite desta quarta-feira, emendar mais três anos como presidente do clube, na disputa com Edson Lapolla. O advogado quer ser o responsável pela cobertura do Morumbi, estádio que ele ainda acredita que possa receber a abertura da Copa do Mundo de 2014. E não tem medo da oposição. Tanto que já dá a vitória como certa no pleito: "Vou ganhar e de bastante".   Em entrevista ao Globoesporte.com , Juvenal falou da sua condição dentro do clube, do projeto de ter um time profissional com 90% de atletas oriundos da base e debochou da oposição são-paulina.

Globoesporte.com - Como o senhor analisa o seu mandato até agora?

Juvenal Juvêncio: A analise é estatística. Ela não permite oba-oba. Ou é ou não é. Se você gosta ou desgosta é outra história. A presença média dos dois últimos anos do conselho deliberativo foi de 133 por reunião. Amanhã (quarta-feira), na eleição, verifique o quórum. Vai aparecer um número “x”, maior que este. Se estiver presente, vai verificar que o afluxo no conselho foi grande. Por que foram lá? Para votar contra? Não, para votar a favor. Figuras como Manuel Raimundo Paiva de Almeida e Laudo Natel estarão lá. Será um quórum avantajado, com presenças exponenciais na história do clube. Se isso acontece é porque dá certo. Cícero Pompeu de Toledo ficou seis mandatos. Laudo Natel mais sete. E assim surge o Morumbi...

Mas essa continuidade é benéfica para o clube?

Não é que é benéfica. Deu continuidade. Não podemos ficar com essas idiossincrasias que existem por aí. Isso aqui é uma entidade particular. As grandes empresas ficam com seus diretores por até 30 anos. Por que deveriam mudar? Isso é uma coisa nossa, que queremos assim. Fiquei um mandato (1988 a 1990) e não me candidatei à reeleição. Agora vou ficar mais três anos porque a minha presença é importante. O São Paulo precisa consolidar seu processo de readequação do estádio, da manutenção, já que as melhorias foram feitas na Barra Funda (CT do time profissional) e em Cotia (CT das categorias de base). O São Paulo precisa estar jogando daqui a três anos com atletas advindos das categorias de base.     O que o senhor faria de diferente neste mandato ainda vigente?

Acho que fiz tudo o que deveria ter feito com esforço, dedicação enorme. Isso vai explicar um pouco o porquê da presença maciça de amanhã (quarta, dia da eleição).

O São Paulo sempre foi um clube que se proclamava democrático. Mas o senhor fez uma alteração no tempo de mandato que foi muito contestada pela oposição. O senhor acha que feriu a história do clube?

Estamos convencidos que dois anos é pouco. Hoje há um consenso geral e por isso passou para três anos. Como se faz com outros cargos. O de presidente ou governador é de quatro anos, onde se permite reeleição. O nosso era pouco e o conselho resolveu mudar. Foram 144 votos contra 16.

Mas a oposição contesta essa mudança até mesmo na Justiça...

A oposição não tem voto. O que ela tem é um cidadão aposentado, o Francisco de Assis, que é advogado, que em toda eleição não faz outra coisa a não ser entrar na Justiça contra as coisas que acontecem. É sempre a mesma pessoa. Mas ele nunca vem ao clube.

Por que o senhor quer seguir à frente do São Paulo?

Neste instante, o clube precisa de mim. Preciso consolidar uma obra fantástica e que a história vai indicar. Isso aqui não é pirotecnia que você costuma ouvir nas suas entrevistas. Isso é uma obra de R$ 3 bilhões (sobre a cobertura do estádio). Uma obra que dá mobilidade ao Morumbi, que a concorrência foi encerrada já. São três anos de luta e verba.     A cobertura do estádio é o grande chamariz da sua campanha?

Nada! Com ou sem cobertura, não tem voto a mais ou a menos. Isso é algo que precisamos fazer. Se hoje não tivéssemos estádio, o São Paulo seria menor. Se não tivesse o CT da Barra Funda e o de Cotia, seria menor. Clube sem estádio não cresce. A consolidação de um clube é a sua logística e os equipamentos. Precisa ter isso. Por isso quem não tem luta tanto para tê-los.

Falando em Morumbi, ainda é possível sonhar com a Copa do Mundo de 2014 lá?

As obras precisam ser feitas. Mas acho que a Copa vai ser aqui. A razão é filha do tempo e o tempo é senhor da razão. O tempo dirá. Somos assim, as pessoas é que não gostam da gente.

O senhor acha que tem alguma chance de perder?

Não, nenhuma. A oposição se exauriu, ela não tem voto. Estou dizendo isso antes do pleito. Eu vou ganhar e de bastante. E eles sabem disso. Eu venço, fico, faço o que tenho de fazer e depois largo tudo. Não quero nem ser diretor.        

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