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Kaká no 'divã': craque do Real corre atrás do caminho de volta à Seleção

Kaká no 'divã': craque do Real corre atrás do caminho de volta à Seleção

Atualizado: Sexta-feira, 10 Junho de 2011 as 10:31

                                      Sem poder entrar no camarim número nove da TV Globo e falar com Kaká, que gravaria em instante o programa “Altas Horas”, com Serginho Groisman, a fã do craque do Real Madrid tirou foto da foto do meia. Algo que mostra bem sua importância. Só que o jogador busca o retorno ao auge. Fora da Seleção Brasileira desde o fracasso na Copa do Mundo de 2010, ele procura o caminho de volta.

Recentemente, Kaká teve uma conversa com Mano Menezes. E o técnico do Brasil explicou a ele os motivos de ainda estar fora do time nacional e consequentemente da Copa América, a mesma que em 2007 ele pediu para ficar fora. O meia entendeu e concordou que não é o momento de retornar. Até porque ainda precisa recuperar o bom futebol no Real Madrid.

- Não correspondi ainda às minhas expectativas. Eu sou muito critico comigo mesmo. E claro, às expectativas da torcida e da imprensa também não. Queria que isso acontecesse no Real Madrid – explicou o pentacampeão.     Nessa entrevista ao Globoesporte.com, o meia negou também as especulações de uma troca com Maicon, do Inter de Milão. E mais: falou sobre suas expectativas para a Copa do Mundo de 2014, da lesão no joelho, da despedida de Ronaldo, da relação com as “Kakázetes” e da sensação do momento: Neymar.     Globoesporte.com: O que tem de verdade nessa história de voltar para Milão ou para o Brasil?

Kaká : A verdade é que eu quero seguir no Real Madrid. E é bem provável que na próxima temporada eu esteja no Real Madrid. Esse é o meu desejo. Antes de sair de lá, eu conversei com o clube, com a comissão técnica e ficou bem claro que isso aconteceria. Essa é a verdade, o resto é especulação... Dizem que vou para o Inter, para o Milan, que eu voltaria para o Brasil... nada disso faz parte dos meus planos.

Esses comentários te incomodam?

Não. Completei dez anos de carreira profissional e acho que aprendi a lidar com todas essas especulações. São notícias que saem cada vez em um país diferente e fogem do controle. Estou super tranquilo exatamente por conta das conversas que tive com o Real Madrid antes das férias.

O fato de ainda não ter conseguido dar o seu melhor no Real te faz querer continuar e poder mostrar por que foi contratado?

Exatamente. Eu tenho um pouco dessa motivação pessoal. Não correspondi ainda às minhas expectativas. Eu sou muito critico comigo mesmo. E claro às expectativas da torcida e da imprensa também não. E eu queria que isso acontecesse no Real Madrid. Por isso, meu desejo de ficar.

Mas você pretende voltar ao Brasil um dia, como fizeram vários atletas?

Hoje o meu desejo é ficar mesmo no Real Madrid. Nos próximos anos, o planejamento é continuar jogando na Europa. Então não passa pela minha cabeça, por agora, voltar a jogar no Brasil.

E o joelho está totalmente recuperado?

Está numa boa. Claro que já não é mais um joelho zerado, já é um joelho operado. Então tem de estar sempre cuidando, fazendo reforço, tendo uma atenção especial.    

                                        Em 2002, você foi como revelação, em 2006, como coadjuvante, e em 2010, como protagonista. Como imagina que será na Copa de 2014?

Espero primeiro que eu esteja lá. Depois, acho que pela história que tenho na Seleção e como jogador, vou ter uma responsabilidade importante. Mas isso é sempre dividido, nunca ninguém ganhou sozinho. Claro que sempre tem um ícone da conquista, como o Ronaldo em 2002 e o Romário em 1994. Mas tudo é fruto do grupo. Se a equipe conquistar, os destaques individuais aparecem.

E você acha que vai estar na Copa do Mundo de 2014?

Ah, não sei. Ainda faltam três anos. Mas eu gostaria muito de disputar minha quarta Copa do Mundo. E no Brasil, o que faria muita diferença. O Mundial é o maior evento que um jogador pode participar. E por ser em casa seria uma emoção ainda maior. Vamos ver o que acontece.

Em 2007, você pediu para não ir à Copa América na Venezuela. Mas agora, certamente, gostaria de ir à Argentina. Você se arrepende de ter aberto mão de uma oportunidade na Seleção, já que agora não a terá?

Sinceramente, eu não me arrependo. Eu precisava de um descanso, porque vinha de muitos anos seguidos jogando no período de férias, como Copa das Confederações de 2005, Copa do Mundo de 2006... E agora, nessa Copa América, sinceramente tem outros jogadores em melhor forma e melhor fase do que eu. Espero que meu bom momento volte para que eu esteja na Seleção de novo.     Kaká é cercado por fãs durante gravação do 'Altas Horas' (Foto: Marcos Ribolli/ GLOBOESPORTE.COM)     Você viu a despedida do Ronaldo? O que achou?

Vi, sim. Estava no estádio para prestigiá-lo. É emocionante e triste, porque nunca mais vamos ver o Ronaldo com a camisa da Seleção em alto rendimento. Fica a amizade e o desejo que dê tudo certo na vida dele de empresário.

Você sempre foi muito assediado pelas “Kakázetes”. Hoje tinha até fã tirando foto da sua foto na porta do camarim. Já aconteceu algo inusitado?

Fora do normal tem tumulto, esse tipo de coisa. Agora de diferente, apenas uma vez que uma menina foi me pedir em casamento na Granja Comary (local de treinamento da Seleção Brasileira). Eu já namorava a Carol (esposa do meia) e menina me disse que eu era o homem da vida dela e que iríamos casar. É algo constrangedor, mas que faz parte.

O Neymar é a grande sensação do momento. As garotas vivem gritando por ele, como era com você. Com ele o assédio é maior? E qual seu conselho?

Não consigo medir se é maior ou menor. Mas o que eu poderia dizer é para ele manter o equilíbrio, a tranquilidade, fazer o que tem feito e curtir o momento. Futebol é momento. Hoje você está bem e todos te colocam lá em cima, mas amanhã você não vale mais nada.

E os gritos estridentes das garotas, atrapalham na hora do jogo?

Não atrapalham (risos). Depois que entra em campo, você se concentra muito e acaba esquecendo tudo o que acontece fora.          

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