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Larri prega paciência com Bellucci e se diz otimista com futuro do pupilo

Larri prega paciência com Bellucci e se diz otimista com futuro do pupilo

Atualizado: Segunda-feira, 7 Fevereiro de 2011 as 10:05

Sorrisos paternais e seguidas frases suplicando por paciência. É assim, com um semblante alegre, que Larri Passos fala sobre seu pupilo, Thomaz Bellucci. Após três torneios, com cinco vitórias e três derrotas - algumas delas decepcionantes - , o treinador gaúcho adota tom de quem acredita que dias melhores virão. E quando o otimismo vem de alguém que chegou ao topo, ganha ar profético o bastante para deixar qualquer fã tão animado quanto ele próprio.

Larri explica que as derrotas recentes também são resultado de uma mudança no estilo de jogo do número 1 do Brasil. Segundo o treinador, o pupilo ainda não absorveu totalmente a postura pedida, o que faz diferença - principalmente em partidas apertadas.

- Avancei ele um pouquinho, coloquei ele um pouco mais dentro da quadra. Ele está conseguindo abrir mais os ângulos e ir mais à rede, mas ainda não está com aquele instinto matador de voleio, então ainda tem pecado um pouco nisso. Mas estou muito feliz porque ele vai ganhar um pouco mais de tempo lá na frente. Ele jogava um pouco mais atrás, batendo pesado, mas gastava mais energia. São uns ajustes, pequenos ajustes - diz.

A intenção de Larri é fazer com que Bellucci passe menos tempo e gaste menos energia em quadra. Assim, a ideia é que o pupilo jogue bolas mais anguladas, forçando os adversários a se deslocarem lateralmente. Com os rivais fora de quadra, aí sim o número 1 do Brasil deve subir à rede para matar os pontos. Como já falou em mais de uma oportunidade, Larri quer de Bellucci a mesma postura mostrada por Gustavo Kuerten.

- Digamos que quero passar um pouco daquilo que o Guga tinha de entrar na quadra quando jogava o cara (adversário) para trás. É difícil. Ele (Bellucci) já está entendendo a mecânica dos pontos, mas tem 23 anos de idade. Dos 14 até os 23, ele jogou de uma maneira, e agora, com 23, em dois meses, muda tudo, mas está bom. Fechar esses ângulos vai demorar um pouco ainda - diz o treinador, em tom de pedido por paciência.

Por Alexandre Cossenza

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