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Liberado, Bruno César avisa que só joga se estiver 100%

Liberado, Bruno César avisa que só joga se estiver 100%

Atualizado: Quinta-feira, 21 Outubro de 2010 as 4:48

Há sete jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro, o Corinthians entrou em crise recentemente. E para sair dela espera contar com o retorno de Bruno César no domingo, no clássico com o Palmeiras, às 16h, no estádio do Pacaembu. Embora o meia esteja treinando normalmente, ele ainda não sabe se terá condições. Ou melhor: se não se sentir 100% vai pedir para não entrar em campo.

- Estou com 70% das minhas condições. Tomara que até lá eu atinja 100%. Se por acaso não estiver, vou pedir para não jogar – falou o camisa 10 do Timão.

Com uma lesão muscular no músculo posterior da coxa direita, Bruno César ficou fora da derrota para o Vasco, por 2 a 0, no Rio de Janeiro, e também do empate por 0 a 0 com o Guarani, em Campinas. Sua última partida foi no tropeço diante do Atlético-GO, que venceu o Corinthians por 4 a 3 no Pacaembu. Mesmo ficando fora, o jogador segue como vice-artilheiro do Nacional, com 11 gols.

- Sinceramente, eu não estou pensando nisso. Meu primeiro objetivo é ser campeão brasileiro. Na verdade eu fiz muitos gols no Brasileiro, mas nem é a minha característica. Não é o meu estilo – comentou o meia corintiano.

Por telefone, Bruno César deu uma entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM e falou também sobre a importância de Ronaldo para seu estilo de jogo, da ausência de Jorge Henrique e da presença da torcida em treinos. Confira a íntegra do papo.

Você está pronto para voltar a jogar pelo Corinthians?

"Depende do meu condicionamento físico. Vou continuar trabalhando até domingo para estar 100%, mas se o clássico fosse hoje eu não jogaria. Eu quero muito estar em campo, mas só se tiver bem. Estou com 70% das minhas condições. Tomara que até lá eu atinja 100%. Se por acaso não estiver, vou pedir para não jogar. É preciso ter calma, porque lesão muscular quando você pensa que está cicatrizada ela reaparece com qualquer esforço sem o preparo adequado".

O fato de ser um clássico aumenta a sua cautela?

"Sim. Clássico é sempre um jogo complicado, difícil, de muita marcação. Mas quero jogar e vou procurar me condicionar até lá".

Qual foi sua primeira impressão sobre o Tite, novo técnico do Corinthians?

"Tivemos uma apresentação rápida e um trabalho no campo, mas a qualidade dele já foi mostrada no Inter e em outros grandes clubes. Temos de dar tempo para ele nos conhecer melhor. Tenho certeza que ele vai montar um time competitivo e que vamos voltar a vencer, entrando novamente na briga pelo título".

O Jonas, do Grêmio, é o artilheiro do Brasileirão com 20 gols. Você está em segundo, com 11. Ainda acredita que pode superá-lo?

"Sinceramente, eu não estou pensando nisso. Meu primeiro objetivo é ser campeão brasileiro. Na verdade eu fiz muitos gols no Brasileiro, mas nem é a minha característica. Não é o meu estilo. Sou mais de armar o jogo. Mas é claro que se a artilharia viesse junto com o título seria ótimo".

Por falar em armação de jogo, a volta do Ronaldo, um atacante de referência, ao time facilita seu trabalho?

"Meu jogo fica melhor tendo uma referência. Fica mais fácil de criar. Antes estava jogando com o Iarley, o Dentinho e o Jorge Henrique e eu tinha de chegar na área também para finalizar. Mas com o Ronaldo fica mais fácil. Ele é uma ótima referência dentro da área. Muito inteligente".

Desses jogadores que você citou, talvez Jorge Henrique* seja o mais importante para o Corinthians. O time sente demais a ausência dele?

"Todos no elenco sabem que o Jorge é muito importante. Ele marca, constrói jogadas, faz gols, sofre faltas, pênaltis... é o motorzinho do time. O Adilson Batista (demitido recentemente do comando técnico) sempre dizia isso. Ele sabe fazer o jogo andar. Mas temos de seguir em frente. Temos jogadores de qualidade no elenco. Vamos deixar o Jorge se recuperando para o ano que vem".

Alguns jogadores não gostaram da presença de torcedores para protestar nos treinamentos do clube, outros ficaram indiferentes. Qual sua opinião?

"Para mim também é indiferente. A torcida do Corinthians sempre teve essa fama de apoiar bastante durante os jogos, mas é claro que quando não está satisfeita vai cobrar. Isso é normal. Por outro lado, nós também temos de nos conscientizar que temos de fazer o melhor em campo. E eles têm de perceber nosso esforço. Nesse momento a melhor coisa é ter paciência".

Qual a relação dos jogadores mais badalados, como Ronaldo e Roberto Carlos, com o restante do elenco do Corinthians?

"É muito boa. Os dois costumam conversar bastante com a gente, nos apóiam e passam todas as experiências que já tiveram. Não só os dois, como também o William e o Iarley. Esse diálogo é bom para toda a equipe. Para ser campeão, um time tem de passar por cima de muita coisa e por isso é importante contar com jogadores vitoriosos e cheios de títulos no elenco".

Por: Carlos Augusto Ferrari e Leandro Canônico

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