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Libertadores e Mundial afastam Inter do título brasileiro

Libertadores e Mundial afastam Inter do título brasileiro

Atualizado: Quarta-feira, 13 Outubro de 2010 as 8:57

Aquela imagem do anjinho e do diabinho, um em cada ombro, cada qual dando seus palpites, deve ter passado pela mente do técnico Celso Roth – e até de seu antecessor, Jorge Fossati – durante a caminhada do Inter no Campeonato Brasileiro. De um lado, pesava a ideia de que valia a pena poupar titulares no Nacional, a certeza de que o prejuízo poderia virar recompensa com a conquista da Libertadores; do outro, ficava o sentimento de que talvez fosse possível conciliar as duas coisas, de que o Inter poderia ganhar tanto a disputa continental quanto o Brasileirão. Roth optou por escalar equipes mistas e reservas. Foi campeão da Libertadores, mas viu o Nacional mais distante.

Sete pontos afastam o Inter do Cruzeiro, líder do Campeonato Brasileiro. A diferença pode cair para quatro nesta quarta-feira, no caso de vitória sobre o Santos. A matemática mostra que o título poderia estar em mãos coloradas se o clube gaúcho não tivesse preservado tantos titulares, e tantas vezes, ao longo do Nacional. O impossível é saber se o resultado na Libertadores seria o mesmo. O risco seria maior.

O Inter, ao usar time misto ou reserva, perdeu pontos importantes. Na primeira rodada, por exemplo, o time colorado, ainda sob o comando de Jorge Fossati, levou 2 a 1 do Cruzeiro em casa. Os mineiros não tiveram time completo, mas usaram mais titulares do que os gaúchos, que mandaram a campo jogadores como Ronaldo Alves, Ronaldo Conceição, Arílton e Kleber Pereira. Cinco meses depois, a Raposa lidera o Brasileirão, mas não é campeã da Libertadores.

O empate no Gre-Nal e a derrota de 3 a 0 para o Fluminense são outros exemplos de pontos perdidos pelo Inter ao usar reservas ou time misto. O curioso é que o procedimento foi mantido mesmo depois do título da Libertadores. O primeiro jogo pós-conquista, contra o Atlético-GO, no Beira-Rio, teve apenas um titular em campo – o goleiro Renan. A preocupação, a partir daí, passou a ser com o Mundial. Se o jogador estiver cansado ou sentir alguma dor, por mínima que seja, é deixado fora do Brasileirão. D’Alessandro, o craque do time colorado, só disputou 13 jogos no Nacional. Ou seja, foi a campo em menos de metade das rodadas. São situações que causam um evidente enfraquecimento no time. Mas Roth não se arrepende de nada.

- Dor no coração dá quando os jogadores se machucam quando os colocamos em campo ou quando não conquistamos o que conseguimos conquistar. Aí dá dor no coração, no braço, em tudo. Não tem como fazer tudo ao mesmo tempo. Temos que priorizar, e é o que fazemos – disse Roth.

Nesta quarta-feira, contra o Santos, na Vila Belmiro, o Inter poderia ter tanto Tinga, recuperado de lesão muscular, quanto D’Alessandro, que encarou longa viagem do Japão, mas voltou já no domingo, três dias antes da partida. Porém, nenhum deles começará o jogo. Tinga ficará no banco, e D’Ale sequer foi relacionado.

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