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Liderado por Cesar Cielo, Brasil busca atuação histórica no Mundial de Dubai

Liderado por Cesar Cielo, Brasil busca atuação histórica no Mundial de Dubai

Atualizado: Quarta-feira, 15 Dezembro de 2010 as 8:30

Em 2006, ano da última edição do Mundial em piscina curta, em Xangai, Kaio Márcio foi o único nadador brasileiro a subir ao pódio. Quatro anos depois, porém, a seleção pode garantir uma atuação histórica tanto em quantidade quanto em qualidade, em Dubai. Com 27 atletas e liderado pelo campeão olímpico Cesar Cielo, o Brasil tem boas chances de medalha na competição que vai de quarta a domingo, nos Emirados Árabes.

O país soma 21 medalhas na história do Mundial em piscina curta. O melhor desempenho foi em 1995, no Rio de Janeiro, quando a equipe liderada por Gustavo Borges e Fernando Scherer conquistou três ouros, duas pratas e um bronze. O desafio da geração 2010, que fez aclimatação no Kuwait, será superar essa marca.

Além de Cesar Cielo, que disputará quatro provas (50m e 100m livre e os revezamentos 4x100m livre e 4x100m medley), a seleção tem boas chances de medalha em todos os nados: Felipe França (peito), Guilherme Guido (costas) e Kaio Márcio (borboleta). Já Thiago Pereira, que optou em priorizar a Copa do Mundo, está fora da disputa em Dubai.

Os principais destaques estrangeiros serão os franceses Fred Bousquet, que volta após suspensão por doping, e Alain Bernard; os alemães Steffen Deibler e Paul Biderman; a holandesa Inge Dekker; a italiana Federica Pellegrini; e os americanos Rebecca Soni e Ryan Lochte. Michael Phelps, no entanto, será o principal desfalque. Cielo acredita que terá vida complicada em Dubai.

- Os americanos são muito bons, os franceses também. Quem acomapanha a natação sabe que pelo menos seis estão na briga. Então, não será fácil.

Cielo duvida, então, em quebras de recordes no Mundial. O nadador, no entanto, ainda acredita.

- É difícil falar, mas espero que saiam (quebras de recordes). Estava lendo outro dia e vi que desde 1905 que um Mundial não tinha quebra de recordes. Uma quebra é sempre bem-vinda, mas realmente não sei o que fazer.

Felipe França, um dos principais nomes da equipe, no entanto, está confiante. O nadador foi para Dubai com a esperança de trazer novas marcas na volta.

- Nos 50m e 200m peito, se eu estiver descansado como eu quero, tenho chances de 9 a 10 de conseguir – disse o especialista em nado de peito, que, em 2009, chegou a garantir a melhor marca do mundo nos 50m peito (em piscina longa).

A competição em piscina de 25 metros dará 5, 3 e 2 mil dólares (cerca de R$ 8,5, 5 e 3,5) para o ouro, prata e bronze em cada prova. Um recorde mundial garantirá mais $ 15 mil (cerca de R$ 25 mil) no bolso. As eliminatórias serão realizadas sempre pela manhã (4h no horário de Brasília) e as finais à tarde (13h no horário de Brasília), com transmissão do SporTV.

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