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Lincoln livra Verdão dos pênaltis e despacha o Atlético-PR

Lincoln livra Verdão dos pênaltis e despacha o Atlético-PR

Atualizado: Quinta-feira, 22 Abril de 2010 as 12

No reencontro entre Atlético-PR e Palmeiras, na partida decisiva pelas oitavas de final da Copa do Brasil, Manoel e Danilo, protagonistas da confusão ocorrida na semana anterior, no Palestra Itália, não se olharam ou se cumprimentaram. Nas arquibancadas da Arena da Baixada, torcedores com os rostos pintados protestavam contra o atitude do zagueiro alviverde, que chamou o rival de "macaco". A tensão foi a tônica da partida realizada na noite desta quarta-feira, em Curitiba. Mas a raça e a disposição do Furacão, que jogou com um homem a menos desde o primeiro tempo, não foram suficientes para segurar o Alviverde, que conseguiu arrancar um empate em 1 a 1 nos minutos finais, evitando passar pelo nervosismo de uma disputa de pênaltis.

Com um gol aos 43 minutos do segundo tempo, Lincoln foi o responsável pela classificação palmeirense às quartas de final da Copa do Brasil. Nove minutos antes, Alan Bahia colocou o time paranaense na frente, mas o empate fez prevalecer a vantagem da equipe paulista, que venceu a primeira disputa por 1 a 0.

Agora, o Alviverde enfrenta o vencedor do confronto entre Atlético-GO e Santa Cruz, nesta quinta-feira, às 21h (de Brasília), no Serra Dourada - no estádio do Arruda, no Recife, os goianos venceram por 2 a 1, garantido a vantagem de jogar por um empate em casa.

Pressão e clima quente na Arena

Ainda ressentido pelo que aconteceu na partida disputada em São Paulo, o zagueiro Manoel evitou cumprimentar Danilo antes de a bola rolar. A torcida, em defesa de seu atleta, chamou o palmeirense de “racista” e o vaiou durante todo o primeiro tempo. A pressão era grande sobre os alviverdes. Dentro e fora de campo.

Empurrado pelos gritos das arquibancadas, o Furacão criou o primeiro lance de perigo com Netinho, responsável pelas cobranças de faltas e escanteios na ausência de Paulo Baier – ele foi expulso na partida realizada no Palestra Itália. Aos cinco minutos, ele bateu em cima de Marcos, que conseguiu afastar o perigo. Cinco minutos depois, o camisa 12 alviverde voltou a salvar o Alviverde, novamente após cobrança de falta do meia atleticano.

A resposta dos paulistas veio num lance de velocidade com Lincoln, principal articulador das jogadas. Ele invadiu a área do time rubro-negro e foi derrubado por Bruno Costa, que acabou sendo expulso por já ter cartão amarelo. Na cobrança, porém, a alegria foi do lado do time da casa. Ao bater com paradinha, Robert acabou se traindo e viu a bola parar nas mãos de Neto, ovacionado pelos torcedores, aos 16 minutos.

Assista aos gols da partida:

- Tentei uma jogada, mas infelizmente bati fraco na bola. Tenho consciência disso e assumo a responsabilidade sobre o que acontecer no fim (do jogo) - disse o camisa 20, na saída para o intervalo.

O Atlético-PR tentava a todo momento chegar ao gol de Marcos, mas não conseguia sair do zero. O Palmeiras, por sua vez, não ficou atrás, mesmo depois da chance desperdiçada com o pênalti. E a torcida, ao fim do primeiro tempo, já não gritava com o mesmo entusiasmo. A não ser para xingar Danilo...

Furacão ataca na raça e no coração, mas não leva a vaga

Com um jogador a mais em campo, Antônio Carlos Zago se permitiu arriscar um pouco no ataque. No lugar de Pierre, que havia levado cartão amarelo, o Palmeiras voltou para o segundo tempo com Ewerthon ao lado de Robert. Mas a mudança não representou maior poder de fogo ao Alviverde, pois o time pecava nas finalizações.

Já o Atlético-PR, vendo o tempo passar e o gol não sair, decidiu se lançar à frente com algumas alterações. Aos 15 minutos, Leandro Niehues colocou mais dois atacantes na equipe e passou a jogar com um trio ofensivo - Tartá, Bruno Mineiro e Marcelo. Mas o time paranaense abriu mão de Netinho, principal armador das jogadas, enquanto o Palmeiras passou a assustar mais.

Aos 20 minutos, o time paulista avançou pela direita com Robert. No cruzamento, o atacante buscou Lincoln, que estava bem posicionado na pequena área, mas errou o voleio no arremate. A pressão palmeirense e a desvantagem no placar mexeram com a torcida rubro-negra, que já não se mostrava mais tão entusiasmada com a equipe e até mesmo se esquecia de pressionar Danilo, tamanha a tensão. Seis minutos depois, Ewerthon cabeceou e obrigou Neto a se esticar todo para evitar o gol.

O Alviverde não encontrava muitas dificuldades para chegar à meta do Furacão. O problema era acertar o alvo e ganhar mais tranquilidade na partida. O Atlético-PR, por sua vez, avançava mais na base da raça e do coração. Como aos 28 minutos, quando Alan Bahia passou por Edinho e Danilo e só parou quando encontrou Marcos pela frente. E foi na raça que o Furacão chegou ao gol. Mas também no erro do árbitro Gutemberg de Paula Fonseca, que marcou pênalti inexistente de Léo em Tartá. Vilã na batida de Robert, ainda no primeiro tempo, a paradinha foi amiga de Alan Bahia na hora de deslocar o goleiro Marcos: 1 a 0 para os donos da casa.

A torcida reacendeu na Arena da Baixada, enquanto o Palmeiras ia ao desespero para o ataque, tentando evitar a disputa por pênaltis. E quando parecia que os goleiros iriam ganhar a chance de disputar o posto de herói da classificação, o Verdão conseguiu o empate. Aos 43, Márcio Araújo recebeu de Ewerthon e cruzou para Lincoln só completar e carimbar a passagem do Alviverde às quartas de final da Copa do Brasil: 1 a 1.

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