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Livre das dores, Serginho pensa no Mundial

Livre das dores, Serginho pensa no Mundial

Atualizado: Quinta-feira, 8 Julho de 2010 as 2:51

O sorriso ao andar pelo Hospital do Coração, em São Paulo, deixa claro: Serginho está livre das dores que o perturbaram por dois anos. Operado na última segunda , o líbero do Sesi e da seleção brasileira recebe alta já nesta quinta-feira. Aliviado, o jogador diz que, de tão bem, poderia dar peixinho no corredor. No entanto, ele tenta evitar a pressa e a ansiedade. Mesmo que isso lhe custe o Campeonato Mundial de vôlei, na Itália, no fim de setembro.

Na realidade, estou pensando na minha saúde. A prioridade é essa. Se eu jogar o Mundial, vai ser muito legal. Mas quero jogar sem dor, quero ficar bom. Tenho saúde e uma vida inteira.

Serginho passou por uma cirurgia, que durou cerca de 1h30m, para retirar uma hérnia de disco lombar. Depois, passou por uma artrodese, que fixou as duas vértebras comprometidas. A expectativa é que o líbero, que inicia a fisioterapia daqui a duas semanas, volte às quadras em três meses. De acordo com o Dr. Sergio Xavier, médico do clube e que acompanhou a cirurgia do jogador, ele ficará livre do problema.

- Está corrigido. Agora, como qualquer outro atleta, poderá ter em outros discos. Mas é uma coluna boa, não tem gordura. Ele tem um bom condicionamento – disse.

Contratado pelo Sesi para as próximas três temporadas, o líbero chegou a usar cadeira de rodas na apresentação da equipe. Após a cirurgia, Serginho se disse confiante para, aos poucos, voltar ao esporte. Para ele, operar a hérnia foi a “melhor coisa que aconteceu” em sua vida.

- É um alívio. Era um problema que me atormentava há dois anos, com crises lombares. Eu acredito que agora volto aos poucos, devagarzinho. É uma alegria. Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Agora, tenho que voltar sem pressa, com muita calma.

Serginho diz que a cirurgia era necessária. Disse ter aguentado até o seu limite. Agora, é retornar aos poucos, treinar e, então, voltar a fazer o que faz melhor.

- Eu fui até o meu limite. Estava me acostumando a jogar com dor. Não podia mais correr esse risco. Estou me sentindo bem, é uma evolução grande, já estou andando. Podia até dar um peixinho no corredor (risos). Mas tenho que ir com calma, me recuperar e voltar a dar títulos para o clube, para a torcida e para a seleção.

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