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Loco confia no bi estadual: 'A gente sabe que pode conseguir'

Loco confia no bi estadual: 'A gente sabe que pode conseguir'

Atualizado: Terça-feira, 8 Fevereiro de 2011 as 9:19

Os rumores sobre uma possível transferência e o desentendimento com o técnico Joel Santana já fazem parte do passado de Loco Abreu. De bem com a vida e tomando o seu chimarrão, o artilheiro esbanjou simpatia em visita à redação do canal SporTV, na manhã desta segunda-feira. Entre uma foto e um autógrafo, o uruguaio disse que a vitória de virada sobre o Fluminense, atual campeão brasileiro, e o consequente fim do tabu de não vencer clássicos como "dono" do Engenhão mostraram que o time alvinegro tem totais condições de conquistar o bicampeonato estadual. Apesar do otimismo, o herói do título do ano passado sabe que o caminho até tal objetivo é longo e, por isso, prefere pensar jogo a jogo.

- O fato de quebrar o tabu de não ganhar clássicos no Engenhão é bom para começarmos a acreditar que podemos vencer. Curiosamente, o mandante era o Fluminense. Mas não foi um jogo qualquer, foi contra o campeão brasileiro, e foi de virada. Com nosso jeito de jogar, perseverança e, principalmente, personalidade, viramos o jogo. Não é só ganhar. A gente sabe que pode conseguir (o título), mas nossa mentalidade é ir devagar para ser campeão carioca. Temos que ir passo a passo, mas o objetivo é ser campeão - afirmou o atacante em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM.

O dia de folga de El Loco começou no Redação SporTV. No programa, o herói alvinegro deixou claro que tem boa relação com Joel Santana e a descreveu como "normal":

- Dá para ver quando está normal para bem ou normal para mal. Quando a coisa não está bem, o time joga mal, não faz gol... Então, está tudo bem.

Loco Abreu falou também sobre a discussão que teve com Fred ainda no primeiro tempo do clássico desse domingo. No Redação SporTV, ele levou o assunto na brincadeira ao dizer que o atacante tricolor o convidou para um churrasco e ficou chateado por ele não ter aceitado. Mas, longe das câmeras, adotou um tom mais sério e fez questão de dizer que a desavença ficou apenas dentro de campo.

- É um código do futebol. Ele tem a personalidade dele, era o cara do Fluminense. O jogo estava muito truncado. Mas ficou lá (no campo). Foi um momento quente do futebol. Se eu encontrar com ele não vou ter problema em abraçá-lo - garantiu.

Outro assunto bastante explorado na entrevista foi o estilo El Loco de bater pênaltis. Após tentar uma cavadinha e chutar a bola nas mãos de Diego Cavalieri, o uruguaio ganhou outra chance e, dessa vez, a famosa cavadinha não falhou. Segundo o atacante, que começou a bater pênaltis desta maneira inspirado em Djalminha, ele errou apenas duas das 23 cavadinhas que tentou até hoje.

- Se você tem medo na vida, não pode nem sair na rua. No futebol também é assim. Com certeza sou o primeiro a fazer uma cavadinha depois de perder o primeiro pênalti. Pode pesquisar - brincou.

Com 31 gols marcados em 51 jogos com a camisa do Glorioso, Loco Abreu disse que sua característica cobrança de pênalti não é loucura, pelo contrário.

- Considero muita responsabilidade. Você tem de honrar a camisa de um clube que já teve Garrincha, Zagallo... E o melhor a fazer é ser responsável. Loucura é dar porrada no juiz, ir bêbado a um treino, não ir a um treino - declarou.

Loucura ou não, a próxima chance de ver El Loco tentando mais uma cavadinha será na semifinal da Taça Guanabara. O atacante cumprirá suspensão na próxima rodada, diante do Macaé. Se encerrar a fase classificatória na liderança do Grupo B, o Botafogo tentará uma vaga na final contra o segundo colocado no Grupo A, que, no momento, é o Resende. Mas caso perca a primeira colocação para o Fluminense terá de pegar o Flamengo. Para Loco Abreu, o adversário não mudará a mentalidade dos botafoguenses.

- O Botafogo respeita todos os times. Se pegarmos o Flamengo na semifinal, não vai ter qualquer problema. Mas queremos ficar em primeiro lugar. Nossa mentalidade não vai mudar se enfrentarmos Flamengo, Resende ou Boavista - ressaltou o ídolo alvinegro.

Por: Renata Domingues

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