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Lucas ignora as pancadas: 'Quanto mais me batem, mais vou para cima'

Lucas ignora as pancadas: 'Quanto mais me batem, mais vou para cima'

Atualizado: Quinta-feira, 4 Novembro de 2010 as 3:31

Ele tem apenas 18 anos, mas já se tornou intocável no time do São Paulo. Na vitória por 2 a 0 sobre o Cruzeiro, na última quarta-feira, o garoto Lucas fez a diferença. Além do golaço marcado no início do segundo tempo, o camisa 37 fez belas jogadas e, em alguns momentos, só foi parado na base da violência. Em um desses lances, recebeu uma entrada muito forte do meia adversário Gilberto, que poderia até ter sido expulso. Mesmo assim, o garoto não se intimida. E manda um recado aos seus marcadores.

- Eu não tenho medo de nada. Quanto mais me caçam, mais eu vou para cima. Estou muito feliz porque fiz um gol e pude ajudar a minha equipe. Foi o meu melhor jogo pelo São Paulo. Agora quero dar sequência no clássico contra o Corinthians. Precisamos da vitória e vamos com tudo. O Corinthians que se cuide. Eu estou muito feliz porque ainda tenho muito a mostrar – afirmou o meia-atacante, esbanjando personalidade.

Lucas contou como foi o seu gol, o terceiro marcado desde que foi promovido ao time profissional do Tricolor.

- Foi uma jogada típica minha. Ameacei tocar para o Jean na direita, mas cortei para dentro e passou por dois marcadores. Fui para dentro, toquei para o Dagoberto, recebi na frente e fiquei cara a cara com o Fábio. Como ele fechou muito bem o canto, minha única alternativa era tentar dar o drible. Foi o que eu fiz. Foi um gol muito bonito e que abriu caminho para uma vitória muito importante – ressaltou o meio-campista do time do Morumbi..

Lucas está com o moral altíssimo com o técnico Paulo César Carpegiani. O treinador não tem dúvidas de que o garoto é o diferencial da equipe que, nas últimas seis rodadas, venceu cinco jogos e voltou a brigar por uma vaga na Taça Libertadores da América de 2011.

- Desde o princípio até quando ele saiu, o Lucas fez a diferença. No primeiro tempo, foi o grande destaque. No segundo, fez uma grande jogada e marcou um belo gol. Só que depois ele afrouxou um pouco, pensou que era atacante e parou de fazer a composição defensiva. Mas ele está de parabéns. Enquanto esteve em campo, foi um fator de desequilíbrio – elogiou o comandante.

Por: Marcelo Prado

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