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Mancini revela mágoa antiga com o volante Fabrício, que ironiza o rival

Mancini revela mágoa antiga com o volante Fabrício, que ironiza o rival

Atualizado: Quarta-feira, 11 Maio de 2011 as 10:16

Mancini e Fabrício discutem na primeira final entre Atlético-MG e Cruzeiro (Foto: Ag. Estado)

  O ano foi 2002. Atlético-MG e Corinthians se enfrentavam pelas quartas de final do Campeonato Brasileiro. No primeiro jogo, em Belo Horizonte, vitória avassaladora do time paulista por 6 a 2. Na partida de volta, novo triunfo, desta vez por 2 a 1. Não bastassem as duas derrotas e o fim do sonho atleticano de avançar na competição, outra coisa não sai até hoje da memória do atacante Mancini: o comportamento do volante corintiano Fabrício, hoje no Cruzeiro, que marcou o atleticano, assim como no domingo passado, no primeiro clássico entre os times pelas finais do Mineiro.

- Quem apanha nunca esquece. É uma rixa de quase dez anos. Não me esqueço daquela partida. O Fabrício provocou o tempo todo no primeiro jogo e, no segundo, como a vantagem do Corinthians era muito grande, ficava tirando sarro.

Para o atacante alvinegro, a entrada do volante ofuscou o brilho do espetáculo, já que jogadas mais ríspidas começaram assim que o jogador entrou em campo na etapa final.

- (No último) Domingo, quando ele entrou, o jogo mudou. Ficou nervoso, com cartões e pancadas. É o jeitão do Fabrício. Mas, deixa pra lá. Domingo que vem, será um outro jogo e teremos de entrar muito concentrados.

Fabrício e Mancini podem ter outro encontro no domingo (Foto: Editoria de Arte / GLOBOESPORTE.COM)

  Por sua vez, o volante cruzeirense afirma que este tipo de situação fica apenas dentro de campo, mas não perdeu a chance de ironizar o rival.

- Isso é coisa normal, eu não levo para fora de campo. Eu costumo falar que futebol é lá dentro. E dentro de campo, a gente costuma falar algumas coisas, fazer provocações. Ele me 'elogiou', e eu o 'elogiei' lá dentro. É experiente, rodado, jogou muito tempo na Europa. É um jogador que também tenta e tem as artimanhas para provocar os adversários. Eu também gosto desse tipo de jogo, e isso tudo é válido dentro de campo.

Sobre a rixa e as partidas citadas por Mancini, Fabrício aproveitou mais uma vez para provocar o adversário do próximo domingo.

- Não, não tenho rixa não. Às vezes, um jogador perde de seis e nunca mais esquece. Eu que ganhei de seis não me lembro, então, é tranquilo.

Para a partida de volta, no próximo domingo, às 16h (de Brasília), em Sete Lagoas, Mancini espera um confronto ainda mais disputado. Mesmo com o Atlético-MG em vantagem na disputa - garante o título com um empate.

- Será muito mais difícil. O Cruzeiro tem que vencer e terá torcida a favor. E, ainda, tem essas pequenas polêmicas do primeiro jogo. O time deles está mordido.        

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