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Mano supera a adoração de Andrés por Luxa e deixa Timão sob elogios

Mano supera a adoração de Andrés por Luxa e deixa Timão sob elogios

Atualizado: Sábado, 24 Julho de 2010 as 7:56

Enquanto Andrés chora, Mano abraça Mario Gobbi

(Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)  

Criticado pela torcida após a eliminação na Taça Libertadores, Mano Menezes entrega o cargo de técnico do Corinthians com as portas abertas entre a atual a diretoria. Apesar da grande admiração do presidente Andrés Sanches por Vanderlei Luxemburgo, o gaúcho dá adeus ao Parque São Jorge recebendo elogios rasgados do mandatário e do diretor de futebol Mário Gobbi Filho, seu grande aliado nos últimos três anos. - Só tenho a agradecer por tudo o que ele fez pelo Corinthians. A seleção terá um homem, um pai de família e um cidadão acima de tudo. Depois, vem o lado profissional. Isso (convite) mostra a competência que ele tem. São agradecimentos, que você seja feliz. O Corinthians sempre estará de portas abertas. A partir de 2015 vai ser o nosso treinador outra vez. Vai levar o respeito do torcedor corintiano – disse Sanches, com os olhos cheios de lágrimas.

Após o rebaixamento para a Série B em 2007, o Corinthians precisava de uma reformulação. Andrés Sanches sonhava com Vanderlei Luxemburgo, de quem é amigo e fã. Entretanto, acabou convencido pelo então diretor técnico Antônio Carlos Zago a contratar Mano Menezes, que havia dirigido o Grêmio justamente na partida que derrubou o Timão para a Segundona e com experiência  por reconduzir o Tricolor gaúcho novamente à Primeira Divisão.

A resistência foi caindo aos poucos. Depois da eliminação logo na primeira fase do Campeonato Paulista de 2008, Mano levou o Corinthians à final da Copa do Brasil (perdeu para o Sport) e a uma tranquila campanha de retorno à elite. Em 2009, obteve os títulos da Copa do Brasil e do Paulistão. Nesta temporada, porém, fracassou no grande sonho alvinegro, a Taça Libertadores. Mesmo assim, teve o contrato renovado até o fim de 2011.

Para se firmar no Parque São Jorge, Mano Menezes contou com a ajuda de Mário Gobbi Filho, grande defensor do trabalho dele e fiel escudeiro nas decisões para a contratação de reforços. Sem o técnico no clube, o dirigente perde força e pode, enfim, colocar em prática a ideia de se afastar do departamento. Mesmo negando, é a principal alternativa do atual grupo da situação para as eleições de 2012.

- Para nós, não é surpresa. Conhecemos a capacidade, o caráter e o perfil dele. Nunca foi segredo a admiração que a presidência e o departamento de futebol nutrem pelo Mano. Quando nós perdemos a Libertadores, quando todos esperavam a rotina pequena e medíocre do futebol, renovamos o contrato dele até dezembro de 2011. Ali mostramos o tamanho e a grandeza do Mano. Por um lado, estamos nos sentindo órfãos. Mas, por outro, estamos felizes com a pessoa dele, um profissional que sempre almejou o topo da carreira. E ele chegou muito cedo ao topo, aos 47 anos. É mais um fato que comprova o saber dele – ressaltou Gobbi.

  Por Carlos Augusto Ferrari e Julyana Travaglia São Paulo

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