MENU

Mãos à taça: capitão Bolívar quer dividir a honra com todos do grupo

Mãos à taça: capitão Bolívar quer dividir a honra com todos do grupo

Atualizado: Quarta-feira, 18 Agosto de 2010 as 7:25

Como deve ser bom para um jogador de futebol erguer a Taça Libertadores. Os pouco mais de 20 quilos de prata do troféu mais cobiçado das Américas devem virar algodão em mãos campeãs. Nesta quarta-feira, Bolívar, líder, chamado de ‘General’ pelos torcedores, pode ter este prazer. Inter e Chivas, do México, decidem a competição continental no Beira-Rio. Como venceu por 2 a 1, em Guadalajara, o Colorado só precisa de um empate para virar bicampeão.

Se vencer, Bolívar também será bicampeão. Fez parte da campanha vitoriosa de 2006. Sabe muito bem como é esta emoção, mas diz que não ensaiou uma forma de repetir a honra que foi de Fernandão há quatro anos.

- Ficamos com o pensamento na partida, é um momento especial, decisivo. A cada hora que passa você vai se compenetrando. É o momento em que você entra para a história. Estamos cientes dos desafios que temos. O fato de levantar o troféu fica em segundo plano. O objetivo que tenho é estar naquele lugar com meus companheiros. Eu vou fazer aquele gesto levantando o troféu com todos. Quero que todos estejam comigo – frisou.

Na conquista da Recopa Sul-Americana de 2007, na final contra o Pachuca, do México, três jogadores do Inter ergueram a taça. Na hora de receber o troféu, o capitão Iarley (hoje no Corinthians), chamou ao palanque os companheiros Clemer (atual preparador de goleiros do Inter) e Fernandão (jogador do São Paulo), que estava machucado e ficou fora do confronto. Assim, as três lideranças do grupo ficaram imortalizadas na foto.

Apesar de ser um ícone do grupo, Bolívar não era o capitão do time no início da campanha da Libertadores. Com a chegada do técnico Celso Roth, nas semifinais contra o São Paulo, ele assumiu a braçadeira que estava com o volante Guiñazu. Perguntado sobre a possibilidade de repetir o gesto de Iarley, o zagueiro ressalta que se trata de um momento sem vaidade.

- Se puder chamar todos, chamarei todos. Não é um momento meu, mas do grupo inteiro – disse.

Inter e Chivas se enfrentam no Gigante às 22h (de Brasília). O estádio deve receber 50 mil pessoas.

veja também