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Marcelinho: 'Não estou preocupado se vou ser titular. Eu quero é ajudar'

Marcelinho: 'Não estou preocupado se vou ser titular. Eu quero é ajudar'

Atualizado: Sexta-feira, 23 Julho de 2010 as 1:31

A primeira despedida estava marcada para 2006. Marcelinho estava disposto a deixar de defender a camisa da Seleção depois do Mundial do Japão. Só não podia esperar que o ensaio do adeus pudesse ser tão melancólico. Aquele 17º lugar inesperado o fez se dar uma nova chance. No ano seguinte, disputou o Pré-Olímpico de Las Vegas sonhando com uma vaga nos Jogos Olímpicos, que outra vez não veio. Aos 35 anos, ele agora quer poder ser útil à equipe comandada por Rubén Magnano no Mundial da Turquia, o quarto na sua carreira. E diz não se importar se sairá jogando ou terá de se acostumar a começar as partidas no banco de reservas. Uma situação incomum em sua trajetória no basquete.

Acostumado a ser a voz do técnico dentro de quadra nos últimos anos, na Seleção e no Flamengo, o experiente ala-armador também está pronto para passar a braçadeira de capitão, caso seja solicitada.

-   Não estou preocupado com isso. Acho que só vai ser diferente se acontecer. Aqui dentro, muita gente tem voz de liderança. Também acho muito natural se eu não começar como titular. A gente tem fases dentro da equipe. No meu primeiro Mundial, em 1998, não entrava quase e fui para ganhar experiência. Depois ganhei espaço, virei titular. E agora é normal que jogue menos tempo. Mas também não estou preocupado com isso. Vamos estar jogando num nível tão alto que o que quero é poder contribuir com o grupo - disse.

Conhecido pela frieza nos arremessos decisivos e pela predileção por bolas de três, Marcelinho acredita que essa será a melhor ajuda que poderá oferecer. Magnano não fez menção, até o momento, de conter o ímpeto ou impor limites aos chutes longos.  

- Ele não impõe um limite de arremessos de três. Magnano tem treinado jogadas de ataque mescladas. É um jogo completo. O que temos que saber é escolher qual é o melhor chute para um determinado momento. Temos uma força interna muito grande, com pivôs renomados e com qualidade para levar um jogo tranquilo. Precisamos saber usá-la. 

A firmeza passada pelo treinador campeão olímpico também é uma arma importante para o grupo, segundo Marcelinho. A repetição de que é preciso "ter fome de glória e espírito de luta em cada bola", já não sai mais da cabeça. 

- As frases entram na cabeça e não saem mais. Ele é um técnico que tem um lado motivador muito forte. Isso é importante demais. Magnano é muito bom, é firme e passa isso para todos. O trabalho é muito duro, mas é assim que tem que ser. Estou gostando bastante.  Depois de 2007, vi que minha etapa na Seleção não tinha acabado. Minha família me apoiou e eu ainda me sentia jogando em alto nível. Resolvi continuar. Com o passar do tempo, há um desgaste físico e psicológico, mas enquanto eu tiver o mesmo apetite, a mesma ambição de estar aqui e o treinador quiser, vou estar feliz. Não faço mais previsões de parar.

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