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Maurren celebra retorno às pistas com vitória e mira o Pan: 'Vou buscar o tri'

Maurren celebra retorno às pistas com vitória e mira o Pan: 'Vou buscar o tri'

Atualizado: Quarta-feira, 23 Fevereiro de 2011 as 1:47

A angústia pelo tempo afastada das pistas ficou para trás no primeiro salto. Depois de sete meses longe das competições, Maurren Maggi fez seu retorno nesta quarta-feira, durante o Festival de Velocidade, Saltos, Fundo e Meio-Fundo, na pista Adhemar Ferreira da Silva, no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), em São Paulo. Em uma disputa esvaziada, com apenas outras duas competidoras, a campeã olímpica marcou 6,32m em sua terceira tentativa e ficou com o ouro. É o início de sua preparação para o seu maior objetivo no ano, o Pan-Americano de Guadalajara, no México, em outubro.     - Foi legal pelo fato de ter terminado bem. É um retorno, de tantos que eu já tive. Agora, é trabalhar. Quero buscar o tri no Pan. É uma prova forte. A única diferença em relação ao Mundial (em agosto, em Daegu, na Coreia do Sul) é que as russas não vão estar lá. Mas quero brigar pelo tri - disse a saltadora, campeã em Winnipeg-99 e Rio-2007.

Maurren, que operou o joelho direito em 2009, superou as recordações ruins desta pista. No dia 1º de julho do ano passado, depois de nove meses se recuperando, venceu o Meeting de Ávila, na Espanha, ao saltar 6,36m - em Pequim-2008, saltou 7,04m para levar o ouro. No dia 30 do mesmo mês, a brasileira faria seu retorno às competições nacionais. Era a inauguração da pista do COTP, palco do festival desta quarta. A uma passada do primeiro salto, porém, sentiu uma fisgada na coxa esquerda e saiu da pista chorando. Em setembro, Maurren planejava disputar o Troféu Brasil, também em São Paulo. Uma tendinite em um osso no quadril, no entanto, a impediu de participar.

Nesta quarta, ela começou marcando 6,30m. Na sequência, passou o segundo salto e marcou 6,32m, sua melhor marca, na terceira tentativa. Depois, diminuiu o ritmo e marcou 6,12m e 5,84m. Kauiza Venâncio foi segunda, com 6,20 m, e Anita Souza veio em seguida, com 5,84 m. No fim, Maurren comemorou o fato de não ter tido problemas para terminar a prova.

- Estou zerada. Dor, a gente sempre tem. Depois que passa o calor da competição, dói tudo. Parece que tomei uma surra. Mas estou bem, sem lesão. É o que importa. Tive muito pouco tempo entre os saltos, mas como preparação, está bom.

Para Maurren, o momento é de trabalho. Seu técnico, Nélio Moura, afirma que a saltadora deve estar em sua melhor forma em maio, mês da próxima competição da atleta, que ainda será definida.

- A gente aqui no Brasil a gente não tem a cultura de competir nessa época do ano. E seria importante ter mais contato com as competições. O grande problema é que o Pan será muito tarde neste ano. Para começar a preparação para Londres, o início seria na última semana de outubro, que é quando começa o Pan. Vai ser um quebra-cabeça que a gente vai ter que resolver.

Depois de Londres, aliás, Maurren vai começar a repensar seus planos para o futuro. Ela, no entanto, não quer marcar uma data de despedida das competições.

- É difícil responder essa pergunta. Vou deixar passar essa – disse, rindo.    

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