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Metas e objetivos de corredores: o que te leva a encarar 2 Km?

Metas e objetivos de corredores: o que te leva a encarar 2 Km?

Atualizado: Sábado, 20 Agosto de 2011 as 9:28

Aqueles quilinhos a mais, a fome que não passa e o ponteiro da balança que não mente: está na hora de emagrecer. Este é um dos grandes motivos que levam pessoas a pegarem seus pares de tênis e saírem para dar uma corrida. Dos 19 mil inscritos na Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro, que será no próximo domingo, muitos deles deram os primeiros passos pensando na perda de peso e no ganho de qualidade de vida, mas não só nisso.

As motivações e os objetivos dos corredores são os mais diversos possíveis e, um a um, vão se somando e ajudando a contar a história dessa tradicional corrida, que completa 15 anos.Carlos Benites é um deles. Estreante na prova, ele se define como corredor desde sempre. Aquela corridinha, na praia, acompanhado de um amigo ou mesmo sozinho já faz parte de sua vida desde seus 18 anos.

- Eu gosto muito de esporte e quando paro de praticar eu sempre ganho peso e tenho que ficar controlando. Se fico três meses sem fazer esporte, eu logo tenho que voltar – conta Carlos, que disse engordar até dez quilos se ficar seis meses parado.

Ele diz que assistiu a uma palestra de uma maratonista que revelou correr para poder comer à vontade. Mas, para Carlos, a relação é inversa: ele diminui a quantidade e melhora a qualidade da comida quando passa a se exercitar:

- Quando começo a fazer um esporte, acabo cuidando mais da saúde, deixo de tomar refrigerante.

As corridinhas iam bem, mas um pouco mónotonas, segundo Carlos. Até que surgiu uma oportunidade de participar do grupo de corrida gratuito no lugar onde trabalha, na Universidade Federal Fluminense (UFF). Ele se inscreveu e aprovou:

- O melhor de correr é com gente, com amigos e tudo. Tanto que, desde que eu entrei nesse grupo, ficou mais fácil. No grupo, tem 12 doze pessoas por perto sempre conversando e treinador orientando.

Daí para as corridas de fim de semana foi um pulo. Ele é estreante na Meia Maratona do Rio, mas, só este ano, já será a terceira prova com essa distância. No entanto, para Carlos, nenhuma delas terá o mesmo sabor que a Meia. No sábado, completa um ano da morte da sua mãe. E se os amigos do grupo e a vontade de se manter em forma são motivos importantes para ele, é para a mãe que Carlos pede força quando está cansado e precisa de um empurrãozinho extra:

Camisa que será usada por Carlos na Meia do Rio para homenagear sua mãe (Foto: Arquivo Pessoal) - Sempre que eu corro eu fico pensando nela. Se eu tiver cansado, peço: “mãe, me ajuda aqui”. Se fosse pela minha mãe - ela era muito protetora - não jogava nada. Mãe é assim, mãe é fogo. Ela me via correndo na praia e já falava: “correndo a essa hora”.

A Mãe de Carlos receberá uma homenagem especial na corrida. Ele vestirá uma camisa que reproduz a imagem de uma foto dos seus olhos e uma frase, simples, mas repleta de significado: “Você está sempre comigo”.

William Siqueira Silva, de 41 anos, também corre para se manter saudável e em dia com a balança. Ele já fez um pouco de tudo quanto é esporte inclusive, os chamados “esportes de aventura”: vôo livre, canoagem, esqui, escalada, entre outros. Mas corrida ainda não fazia parte do seu cardápio.

William praticando esportes de aventura antes de encarar os desafios da corrida (Foto: Arquivo Pessoal) Dono de uma empresa que investe no setor esportivo, William trabalha na área de eventos corporativos:

- A gente usa o esporte de aventura como ferramenta de treinamento e integração da equipe.Há um ano e meio, 16 quilos acima do peso, William começou a correr. Num primeiro momento, sozinho e sem assessoria de especialistas. Mas isso tudo mudou. Por trás da melhoria de qualidade de vida e do momento de lazer, ele tinha a ideia de investir no mercado de corrida de rua.

William organizando a prática esportiva em eventocorporativo  (Foto: Arquivo Pessoal) - O esporte tem crescido bastante, mas pode valer a pena ou pode ser um fiasco. Muita gente tenta e quebra a cara – avalia o empresário.

Ele decidiu tentar e já foram quatro corridas organizadas em Niterói, um sucesso até agora, de acordo com William. Bem sucedido nos negócios, ele também quer buscar ótimos resultados na rua. Será a primeira vez que William vai correr 21 quilômetros numa prova. E a estreia tinha que ser na Meia Internacional do Rio:

- Essa prova tem toda uma história, tem toda uma tradição, transmissão da Globo – diz ele, que já tem seu próximo projeto em andamento – Agora é correr uma maratona.

William acenando na prova (Foto: Arquivo Pessoal) William, Carlos e tantos outros corredores pelo país que vão participar da Meia do Rio têm seus motivos, metas e histórias. A corrida é um esporte democrático e, se praticado com segurança, torna-se uma atividade que inclui qualquer um que queira pegar seu tênis e curtir .

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