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Moicano? Clone de Elano foge do óbvio e aposta na onda dos cachos

Moicano? Clone de Elano foge do óbvio e aposta na onda dos cachos

Atualizado: Terça-feira, 26 Julho de 2011 as 10:33

No meio de dezenas de cortes moicanos, cachos dourados chamaram a atenção na Copa Brasil Sub-15, disputada no mês de julho, no interior do Paraná. Membro de uma geração marcada pela idolatria, muitas vezes sem limites, por Neymar, o volante Juninho Citta, do Santos, fugiu do óbvio. Nada de extravagâncias capilares ou acessórios da moda, ele se destaca por ser o “clone” mirim de Elano.

Traços faciais, posição em campo e cabelo. A semelhança entre os santistas é impressionante. E até mesmo o próprio jogador titular da Seleção Brasileira na última Copa do Mundo já se rendeu ao fato em encontros pelos corredores da Vila Belmiro, como revela o próprio “Elaninho”.

- Todo mundo fala que sou igualzinho. Até ele mesmo. Nos conhecemos pela semelhança e desde então ele sempre me procura, troca ideias, aconselha. É bem legal, é divertido. Não me importo. Procuro seguir os passos dele dentro e fora de campo.

Cópias quase idênticas: Elano no profissional e no Sub-15 (Foto: Pedro Veríssimo / Globoesporte.com)

  Nascido em Ribeirão Preto, o jovem ganhou o apelido justamente na competição em que se destacou e o levou ao Peixe. Então aluno de um dos núcleos da escolinha “Meninos da Vila”, Juninho Citta foi convocado para a equipe infantil do clube e, de quebra, ganhou o apelido.      Sempre tive o cabelo igual ao dele, mas só passaram a falar que eu era parecido em 2008. Foi quando disputei a Copa Meninos da Vila (competição que reúne escolinhas do Santos). O pessoal começou a me chamar de Elano, e eu gostei. A coincidência fez ainda com que a promessa mudasse de posição. Tanto para ter maiores oportunidades na equipe quanto para trilhar os mesmos passos de quem chama de inspiração, mas não de ídolo.

- Cheguei ao Santos como meia. Só que um treinador precisava de volante e me colocou para jogar ali. Ele aprovou, e eu gostei também. Até facilita na comparação com o Elano (risos).

Inspiração dentro e fora de campo

Elaninho foi reserva durante a Copa Brasil Sub-15

(Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)

  Se na aparência a semelhança surgiu naturalmente, Juninho, que foi reserva do Santos durante toda a campanha do título da Copa Brasil, tenta se aprimorar para parecer com Elano também em campo. - Gosto muito do passe dele, da finalização, cobranças de faltas... Também dizem que o jeito de bater na bola é parecido com o meu.

Sobre o famoso pênalti perdido pelo “clone” nas quartas-de-final da Copa América, contra o Paraguai, o jovem tratou uma comparação com bom humor. Apesar de garantir ser um bom batedor, “Elaninho” admitiu também já ter desperdiçado penalidades da mesma maneira.

- (Risos) Se sou melhor, não sei, mas me considero um bom batedor de pênaltis. Pelo que lembro, em jogos oficiais só perdi duas cobranças: uma na trave e…outra para fora.

Acostumado a receber conselhos de Elano nos encontros pela baixada santista, o garoto inverteu os papéis e tentou dar força ao “tio” no retorno ao Santos.

- Sei lá. É meio difícil falar alguma coisa. Mas diria para ele ficar tranquilo, que não tem culpa pela eliminação. Errar pênalti, infelizmente, acontece. Agora, é trabalhar para ajudar o Peixão.

Nem promessa coloca fim nos cachos

Campeão nacional com a camisa do Santos, Juninho chegou a prometer aos companheiros que abandonaria temporariamente o “estilo Elano de ser” para entrar na onda dos moicanos. Com a taça nas mãos, porém, a realidade foi diferente:

- Eu tinha brincado na Copa Brasil que, se fôssemos campeões, iria fazer um moicano. Mas depois pipoquei. Não tem jeito, não. Sou mais meus cachinhos mesmo (risos).

A firmeza nas palavras talvez se deva ao sucesso que o perfil tem feito fora dos campos. Ainda com 15 anos, Juninho revela que o assédio já é grande nas ruas.

- O assédio da mulherada já acontece, é bom, mas tem que ficar esperto com as Marias Chuteiras (risos). Meu pai conversa bastante comigo com relação à mulherada, até o próprio Elano. Procuro ficar tranquilo.

Enquanto muitos tentam ser Neymar, a geração moicano já tem seu Elano. E esse é intocável.              

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