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Montillo comanda o Cruzeiro: dois golaços e vitória sobre o Grêmio

Montillo comanda o Cruzeiro: dois golaços e vitória sobre o Grêmio

Atualizado: Quinta-feira, 7 Julho de 2011 as 8:13

Fora de casa, o técnico Julinho Camargo e o volante Gilberto Silva não poderiam ter escolhido momento e local piores para estrear no Grêmio. Na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, o Cruzeiro contou com a qualidade de Montillo para vencer os tricolores gaúchos por 2 a 0, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, nesta noite de quarta-feira.

Em belos lances, o argentino marcou os dois gols do Cruzeiro, que sobe para 12 pontos e mantém os 100% sob o comando de Joel Santana - três vitórias em três jogos. O Grêmio permanece com apenas 8, três posições à frente da zona de rebaixamento - há três equipes logo atrás, com 7, e um jogo a menos.

Pela nona rodada, às 18h30m do próximo sábado, o Cruzeiro visita o São Paulo, no Morumbi. Domingo, às 16h, o Grêmio recebe o Coritiba no Olímpico.     Montillo foi o maestro cruzeirense na Arena do Jacaré (Foto: Washington Alves / VIPCOMM)

    Cavalgada, primeiro ato

Durante os três dias de treinos que teve desde sua contratação, Julinho Camargo indicou mudanças drásticas na estrutura tática do Grêmio. Os jogadores precisaram se familiarizar com os conceitos do 4-4-2 britânico, aquele das 'duas linhas de quatro', semelhante ao utilizado pelo Inter - onde o novo técnico tricolor trabalhava auxiliando Falcão.

Nada disso, entretanto, foi observado em Sete Lagoas. No primeiro tempo, foi no 4-4-2 em losango do ex-técnico Renato Gaúcho que o Grêmio enfrentou o Cruzeiro. A única mudança envolveu o posicionamento de Fábio Rochemback, mais adiantado pela direita, para a estreia de Gilberto Silva à frente da zaga.

Do outro lado, os anfitriões mantiveram-se fiéis ao mesmo modelo tático: o 4-4-2 em losango. Com a marcação 'encaixada', coube ao time de Joel contar com vitórias pessoais. Principalmente pelo lado direito ofensivo, com Vitor, Fabrício, Wallyson, e até com Montillo se deslocando pelo setor.

Estranhamente, sem centroavante de referência, o Cruzeiro insistia em cruzamentos altos. Lançava na área todos os lances vitoriosos nas triangulações pela direita. Consagrando o goleiro Marcelo Grohe. Até que, aos 26, a defesa gremista apenas observou Montillo aparar de primeira um cruzamento alto. Com uma chicotada, semelhante àquela que simula em suas cavalgadas imaginárias nas comemorações, fez um belo gol.

Cavalgada, segundo ato

Montillo é daqueles meias à moda antiga. Um ponta de lança típico, combinando organização e capacidade de conclusão. Esgueira-se na intermediária ofensiva, às costas dos volantes, entre os zagueiros, serpenteando em silêncio, como uma víbora no prenúncio do bote.

E o argentino inoculou seu veneno letal pela segunda vez, logo aos nove do segundo tempo, com a perícia de um arremesso do norte-americano Kobe Bryant, astro dos Los Angeles Lakers na NBA. Após falha de Fábio Rochemback, recebeu de Wallyson e transformou o ângulo superior esquerdo em um aro de basquete: acertou uma cesta de três pontos, para mais uma vez cavalgar na direção da torcida cruzeirense. 2 a 0.

Daí em diante, festa e predomínio absoluto do Cruzeiro, embalando os torcedores nas arquibancadas. Roger, solicitado, entrou em campo, assistido também pela atriz e esposa Deborah Secco, dos camarotes. Tudo era motivo de festa. Graças, entre outros fatores, a Montillo.

Para piorar, Julinho Camargo tentou dominar uma bola que saía pela linha lateral, aos 45...e escorregou, caindo de joelhos no gramado. Completando a festa em azul e branco mineira.                

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