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Montoya curte momento família e a Nascar: 'Aqui nem penso mais na F-1'

Montoya curte momento família e a Nascar: 'Aqui nem penso mais na F-1'

Atualizado: Segunda-feira, 4 Abril de 2011 as 1:19

Foram seis temporadas na Fórmula 1, com sete vitórias, 13 poles, 30 pódios e 307 pontos marcados. Só que, no fim de 2006, após dois conturbados anos na McLaren, Juan Pablo Montoya saiu da maior categoria do automobilismo para tentar a sorte nos Estados Unidos. O tipo de carro também mudou: dos monopostos, ele foi para os Stock Cars da Nascar. Seis anos depois, com dois triunfos no currículo e uma vida mais tranquila, o colombiano exalta sua escolha.

Montoya recebeu a reportagem do GLOBOESPORTE.COM no caminhão da equipe Earnhardt-Ganassi em Martinsville, onde chegou na quarta posição na corrida de domingo. Ao lado do filho Sebastian, o colombiano era uma pessoa relaxada, ao contrário de sua fama na Fórmula 1. E seu estilo agressivo de pilotagem foi bem recebido nos Estados Unidos, para sua alegria.     - Estou me divertindo aqui, é legal. Na época em que estava na Fórmula 1, recebia críticas o tempo inteiro por correr de maneira agressiva. Atualmente, as pessoas de lá chegam para mim e dizem: "Ei, sentimos a sua falta aqui. Ninguém corre mais da sua maneira aqui." É típico.

GLOBOESPORTE.COM: Você veio da Fórmula 1, uma categoria completamente diferente. Como foi a adaptação?

Juan Pablo Montoya: Já estou há cinco anos na Nascar e não sei como as coisas estão lá agora. Aqui nem penso mais na Fórmula 1. Tudo é completamente diferente. Posso falar das corridas, que são muito mais emocionantes na Nascar. É incrível o que os fãs podem fazer aqui, aonde eles podem ir. Na F-1, você nunca pode nem sequer ver os pilotos. Nós não temos nenhuma interação com os torcedores e nem eles conosco. A Nascar é feita para as pessoas; a Fórmula 1, para a TV. Correr aqui é muito melhor, tem mais paixão, é muito legal.

Você venceu duas corridas na Nascar, mas ambas em circuitos mistos (Sonoma-2007 e Watkins Glen-2010). Como está sua adaptação aos ovais, que representam a maior parte do calendário?

Realmente, tenho mais facilidade de andar nos circuitos mistos, porque é o tipo de pista onde fui criado no automobilismo. Nos ovais, de fato, as coisas são mais complicadas para mim, mas temos melhorado nas últimas vezes em que corremos lá. Sempre falta alguma coisa para vencer nesse tipo de pista, mas já melhoramos neste ano. Acho que falta pouco para vencermos a primeira.

Como os americanos receberam seu estilo de pilotagem, considerado ousado na F-1?

Estou me divertindo aqui, é legal. Na época em que estava na Fórmula 1, recebia críticas o tempo inteiro por correr de maneira agressiva. Atualmente, as pessoas de lá chegam para mim e dizem: "Ei, sentimos a sua falta aqui. Ninguém corre mais da sua maneira aqui." É típico. Sempre era criticado por alguma coisa. Na Nascar, a coisa é voltada para a corrida, todo mundo briga na pista.

Sua rotina mudou muito em relação aos tempos de Fórmula 1?

Na Fórmula 1, toda as semanas em que não estávamos na corrida, testávamos ou usávamos os simuladores. Testava na semana antes da corrida e, na semana após a corrida, estava no simulador. Agora consigo passar mais tempo em casa, com minha família, do que antes.

Montoya nos bastidores do autórdromo (Foto: Rafael Lopes/Globoesporte.com)   Qual sua expectativa para esta temporada da Nascar?

Acho que temos um bom carro para a temporada 2011. Estamos muito mais consistentes neste ano e a equipe está muito mais unida. Nossos pit stops estão muito melhores. Temos esperança de ganhar em algumas pistas mas, principalmente, terminar mais provas e somar mais pontos.

Kimi Raikkonen, campeão da Fórmula 1 em 2007, vai estrear na Nascar em Charlotte, no dia 20 de maio. O que você acha de ele ter escolhido a Truck Series e o que ele pode fazer nos EUA?

Kimi foi aprovado para a corrida e acho que seria legal para ele e para a categoria. É um cara legal. Acho que ele se adaptaria rapidamente. Mas, se eu estivesse no lugar dele, não escolheria Charlotte para começar nos ovais.

Vários pilotos de outros campeonatos estão vindo para a Nascar, mas você não ouve falar de um movimento contrário. Acha que isto mostra a importância da categoria?

Não sei, realmente. Há alguns anos, surgiram rumores de que Kyle Busch iria para a Toyota na Fórmula 1, mas não aconteceu. A Nascar é maior do que as pessoas pensam que é. Acho que as pessoas aqui não são valorizadas internacionalmente. Eles precisam ver qual a audiência das nossas corridas aqui, não só nas Américas, como na Europa e na Ásia. Ficariam surpresos.

Então os pilotos de Fórmula 1 assistem às corridas da Nascar?

As pessoas assistem. Nos últimos anos, eles começaram a prestar atenção no meu desempenho aqui e acho que isso aumentou os fãs da Nascar no mundo todo. Ainda recebo e-mails de pessoas da Fórmula 1 me dando boa sorte. Estão prestando atenção. É surpreendente.

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