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Na Bolívia, Palmeiras encara altitude, gramado ruim e até o Sucre

Na Bolívia, Palmeiras encara altitude, gramado ruim e até o Sucre

Atualizado: Quinta-feira, 14 Outubro de 2010 as 8:24

São 2.800 metros acima do nível do mar, o que faz a bola ficar mais rápida, ao passo em que o fôlego termina. São inúmeros buracos nas mais variadas partes do gramado, o que dificulta a precisão no passe e põe em risco os atletas. E são, também, 11 rivais acostumados a este cenário. Às 21h15m (de Brasília) desta quinta-feira, o Palmeiras dá início à fase internacional da Copa Sul-Americana tendo mais de um rival para driblar. Contra o Universitario de Sucre, na Bolívia, o time de Luiz Felipe Scolari tentará se livrar das adversidades e manter vivo o sonho de chegar à Taça Libertadores do ano que vem.

O SporTV transmite a partida para todo o Brasil. O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances em Tempo Real.

Para buscar uma adaptação melhor ao ar rarefeito, o Verdão se programou para chegar a Sucre na segunda-feira. No entanto, segundo Scolari, alguns de seus atletas ainda sentem os efeitos da altitude. O fôlego da equipe, de acordo com o treinador, ainda está abaixo do esperado, pelo tempo em que estão na cidade boliviana.

- Conseguimos minimizar um pouco (os efeitos), mas não totalmente, como imaginávamos. Ainda notamos que alguns jogadores afogam depois de dois ou três piques nos treinamentos. Isso é uma das coisas a que vamos ter de nos adaptar e montar uma situação de jogo que não seja prejudicial a nós, pela velocidade que eles vão imprimir – afirmou Scolari.

Outro assunto bastante comentado pelo palmeirense foi a qualidade do gramado do Estádio Pátria, palco da disputa entre brasileiros e bolivianos. Felipão acredita que o time local levará vantagem por já estar acostumado a atuar no local e conhecer bem cada buraco do piso.

- Eles falaram que a grama foi aparada, mas parece que nem encostaram aqui. Isso é malandragem para fazer a bola correr e desgastar os atletas. Com o campo assim, o jogador cansa muito mais rápido.

Com tudo isso, o adversário, que pena no Campeonato Boliviano, na antepenúltima posição da tabela, acaba aparecendo como um detalhe. Felipão, que deve manter a base do time que empatou com o Botafogo na última rodada do Brasileiro, também evitou comentar sobre o adversário. Disse que as qualidades e defeitos dos bolivianos deveriam ser tratados internamente, com seus atletas.

- Eu não tenho de falar deles aqui. Se alguém tem de dizer algo é o treinador deles. Eu só falo sobre isso para os meus jogadores.

Sonho alto no Sucre

Mal no campeonato local, o Universitario de Sucre vê na competição Sul-Americana sua chance de ter um bom desfecho para a temporada. Sem vencer há quatro jogos no Boliviano, a equipe quer manter o bom retrospecto no torneio internacional, onde já despachou Colo-Colo (CHI) e Cerro Porteño (PAR).

Para a partida contra os brasileiros, o técnico Javier Veja terá à disposição todos os seus atletas. No ataque, o técnico deve optar por um esquema mais ofensivo, com Horacio Fernadez e Roberto Galindo, principal homem de frente do time.

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