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Na má fase do Fla, Felipe é alvo de bombardeio e vira o mais vazado

Na má fase do Fla, Felipe é alvo de bombardeio e vira o mais vazado

Atualizado: Quarta-feira, 21 Setembro de 2011 as 10:47

Nem Ronaldinho, nem Thiago Neves. Felipe tem sido o destaque do Flamengo nas últimas rodadas do Brasileirão. Mau sinal. A fragilidade do sistema defensivo transformou o goleiro no principal jogador da equipe, mais até do que o camisa 10, artilheiro do time na competição, com 12 gols. Foi o que se viu no empate por 1 a 1 com o Botafogo, no último fim de semana (assista ao vídeo abaixo) . O Rubro-Negro completou nove jogos sem vencer, a maior série do time na história do nacional, ocupa o sexto lugar e está fora da zona de classificação para a Libertadores da América.

Enquanto Loco Abreu comemora, Felipe lamenta o 32º gol sofrido no Brasileirão,

no empate por 1 a 1 com o Botafogo, na rodada passada (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)

  Felipe é o núcleo de uma contradição curiosa. Ele é o segundo goleiro mais bem colocado no ranking de defesas difíceis, com 46. Marcelo Lomba, que pertence ao Fla e está emprestado ao Bahia, lidera com 50 (ele sofreu 22 gols em 19 jogos). Por outro lado, o dono da camisa 1 rubro-negra é o mais vazado da competição: buscou a bola na rede 32 vezes. Onze delas nas primeiras cinco rodadas do returno (média de 2,2 por confronto). O Flamengo tem a pior defesa entre os dez primeiros colocados.

- Há pouco tempo, tínhamos mais respeito dos adversários, sofríamos poucos gols. Parece que agora falta confiança. Duas ou três bolas chegavam ao gol, mas estamos vendo que as equipes adversárias estão tendo mais chances. Não podemos deixar isso acontecer, temos que impor respeito. Entrávamos em campo e sabíamos que faríamos uma boa partida. Temos de voltar ao ritmo do início do campeonato e recuperar o respeito dos rivais – disse Felipe. Nesta quarta-feira, o Flamengo enfrenta o Atlético-MG, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Será a 25ª partida de Felipe no Brasileirão. Além dele, só Wilson (Figueirense), Fernando Prass (Vasco), Rogério Ceni (São Paulo) e Márcio (Atlético-GO) entraram em campo em todas as rodadas. Destes, apenas Ceni não atuou integralmente. Contra o Fluminense, na 1ª rodada, fora substituído por Denis no início do segundo tempo.   Na comparação entre os cinco, o representante rubro-negro tem a pior média de gols sofridos por partida: 1,33. Wilson tem 1,25, Rogério aparece com 1,16, e Márcio e Prass com 1,12.

O Flamengo disputou 53 jogos em 2011, e Felipe participou de todos. O camisa 1 sofreu 51 gols, média de 0,96 por confronto. Não foi vazado em 25 oportunidades. Entre 30 de julho e 10 de agosto, ficou quatro jogos sem sofrer gol, a maior sequência até então. Passou ileso contra Grêmio, Cruzeiro, Coritiba e Atlético-PR (Copa Sul-Americana). Por duas vezes sofreu quatro gols em uma única partida, o máximo até agora: na vitória por 5 a 4 sobre o Santos, em 27 de julho, e na derrota por 4 a 1 para o Atlético-GO, em 18 de agosto.

Até aqui, 40 goleiros participaram do Brasileirão. Bahia, Ceará, Corinthians e Avaí utilizaram três. Contabilizando aqueles que disputaram dez ou mais jogos, as melhores médias por partida pertencem a Marcos (Palmeiras), com 0,89, e a Júlio César (Corinthians), com 1,05. Renan Ribeiro (Atlético-MG) e Felipe (Avaí) são responsáveis pelas piores médias de gols sofridos por jogo: 1,68.

Márcio (Atlético-GO) e Rogério Ceni (São Paulo) fizeram dois gols cada, todos em cobranças de pênalti.          

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