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Na queda do Verdão, Assunção se salva: participação em 70% dos gols

Na queda do Verdão, Assunção se salva: participação em 70% dos gols

Atualizado: Quarta-feira, 21 Setembro de 2011 as 10:49

O Palmeiras venceu apenas um dos últimos 11 jogos no Campeonato Brasileiro e fez só dez gols nesse período. Mesmo em má fase na competição, um jogador segue em destaque por ser a principal arma nas bolas paradas: o volante Marcos Assunção. Homem de confiança do técnico Luiz Felipe Scolari, o volante participou de 70% dos gols alviverdes desde o empate por 1 a 1 com o Coritiba, em 3 de agosto – fez dois e deu o passe para outros cinco nesse período de queda do time. O número revela a dependência que a equipe tem das bolas alçadas, grande trunfo da equipe na temporada. Dos pés de Assunção e com a contribuição de jogadores altos na área, o Palmeiras fez boa parte de seus 30 gols no Brasileirão. O time cria muitas chances, mas tem dificuldade para acertar o alvo. Dessa forma, a bola parada vira arma quase única para o Palmeiras. No empate por 1 a 1 com o Avaí, neste domingo, o gol foi de Chico – com assistência de Assunção.      - Senti um espírito diferente no time, dentro de campo houve superação. Se mantivermos esse ritmo a vitória vai voltar, estamos bem nas bolas aéreas, mas ainda não é o suficiente – disse Chico.

Das cinco participações de Assunção, duas saíram em cobranças de falta, outras duas de escanteios e uma com a bola rolando. E mesmo sem Assunção, houve uso da bola aérea. No empate por 2 a 2 com o Atlético-PR, um dos gols saiu de cruzamento de Kleber para o zagueiro Henrique, que abriu o placar na Arena da Baixada. Apenas nos empates com Bahia e Cruzeiro os gols saíram de bola rasteira – um de Valdivia, outro de Luan.

Importante para o time - e capitão na ausência de Kleber e Marcos -, Assunção vem sendo um dos mais criticados por parte da torcida palmeirense, que o acusa de ser baladeiro. Na semana passada, o volante foi um dos que pediu maior responsabilidade ao elenco, para que os jogadores preferissem ficar em casa em vez de sair para diversão.

- Estou fazendo o meu trabalho. A torcida age do modo que quiser, eu os respeito pela fase do Palmeiras. Estou com a minha cabeça tranquila – assegurou o volante.

Durante a semana passada e início desta, Felipão tem treinado variações no ataque para evitar a dependência da bola parada e de jogadas aéreas. Boa parte dessa dependência tem a ver com a seca de Kleber, que não marca pelo Brasileirão desde 19 de junho – goleada por 5 a 0 sobre o Avaí. Contra o Ceará, nesta quinta-feira, às 20h30m (de Brasília), no Canindé, o técnico já espera ver um time mais calibrado nos chutes e menos centrado em Marcos Assunção.

Marcos Assunção está com o pé calibrado: cinco assistências e dois gols em 11 jogos (Foto: Ag. Estado)        

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