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Na volta à Vila, Peixe leva a melhor sobre o Galo em jogo de erros

Na volta à Vila, Peixe leva a melhor sobre o Galo em jogo de erros

Atualizado: Domingo, 17 Julho de 2011 as 8:32

A Vila Belmiro passou 41 dias fechada. Ultimamente, o Santos vinha priorizando jogos no Pacaembu, onde consegue boas rendas. Mas ainda vai demorar um pouco para que o estádio alvinegro assista uma boa partida de futebol. Isso porque Peixe e Galo, num show de erros, ficaram longe de disputar um confronto à altura de suas tradições. Menos mal para o time da casa, que aproveitou suas duas únicas chances de gol e venceu por 2 a 1, neste sábado à noite, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. A equipe mineira, que comandou o segundo tempo, errou demais tanto no último passe, quanto nas finalizações, e acabou castigada.

  Com o triunfo, o Santos vai a 11 pontos e se afasta da zona de rebaixamento, subindo para o 13º lugar. Já o Atlético, com a mesma pontuação, mas dois jogos a mais que o Peixe, cai para 15º e volta a ficar perigosamente perto da linha vermelha.

O Santos só voltará a jogar no dia 27, contra o Flamengo, na Vila, pela 12ª rodada. O jogo do Alvinegro Praiano contra o Grêmio, que seria no próximo fim de semana, passou para o dia 5 de outubro. Já o Galo, no dia 24, domingo, recebe o Vasco, em Ipatinga.     Santos e Atlético-MG fizeram um jogo equilibrado, mas sem brilho algum na Vila  (Foto: Ag. Estado)     Jogo esquisito; vantagem santista

Havia alguma coisa fora da ordem na Vila Belmiro. A jogada do segundo gol santista sobre o Atlético-MG, aos 43 minutos do primeiro tempo, foi a evidência mais concreta disso. Borges converteu um pênalti que foi sofrido pelo zagueiro Bruno Aguiar, que recebeu passe de calcanhar de outro defensor, Durval. Bruno e Durval, nem de longe, lembram atacantes habilidosos, mas acertaram uma ótima tabela. Realmente, não era um jogo normal.

Como também não foi comum a postura do Santos em campo. Três zagueiros, seis jogadores no meio de campo e apenas Borges mais à frente, perdido entre os zagueiros do Atlético. Sem Neymar e Ganso, com a Seleção Brasileira, foi um esquema bem mais retraído, para explorar contra-ataques. Algo muito raro em jogos do Peixe nos últimos tempos. O santista se acostumou a ver o Peixe agredindo, tomando a iniciativa. O técnico Muricy Ramalho surpreendeu ao escalar o meia Felipe Anderson na armação de jogadas e o jovem Wesley Santos na lateral-esquerda, no lugar de Léo, abatido por uma sinusite.

Wesley não comprometeu, já Felipe mostrou indecisão em vários lances, pecado mortal para um criador de jogadas.

O Atlético, marcando muito forte, conseguiu prender o Santos, vigiando muito bem as investidas alvinegras. O Galo marcou forte Diogo, Felipe Anderson e Borges. Aliás, isolou o centroavante santista do restante da equipe. Com a bola, procurava sair rápido, sobretudo em jogadas pela direita, com Patric. O problema dos visitantes é que o Santos tem volantes de qualidade. Com seus meias anulados, Muricy soltou bem Arouca e Danilo. Este, aos 23 minutos, recebeu a bola pela meia esquerda, cortou para a perna direita e acertou um lindo chute, com efeito, abrindo o placar.

O Galo não se entregou e empatou logo em seguida, num pênalti claro cometido por Bruno Rodrigo em Magno Alves. Jônatas Obina ignorou o ritual do goleiro santista Rafael, que, como sempre, pulou e correu sobre a linha para tentar desestabilizar o batedor. O atleticano não deu a mínima e bateu no meio do gol.

O Peixe, então foi para o abafa e passou a jogar a bola alta na área, tentando explorar a altura de seus zagueiros. Ironicamente, foi pelo chão que os defensores resolveram, no lance do pênalti convertido por Borges.

Chutões, faltas, sono... O primeiro tempo não foi lá essas coisas. Mas pelo menos houve os três gols. Duro mesmo foi o segundo tempo. Um festival de chutões pelo alto, faltas, passes tortos e pouquíssimas chances de gol. O Atlético esteve mais bem posicionado, jogando praticamente dentro do campo do Santos, mas sem conseguir ameaçar efetivamente o gol de Rafael.

Já o Santos tentava surpreender em algum contra-ataque. Havia espaço para isso. Faltava, porém, qualidade. Ao contrário do que aconteceu na etapa inicial, Danilo e Arouca ficaram muito presos, mais preocupados em marcar. Felipe Anderson sumiu, Borges, sozinho na frente, mal via a bola.

Aos poucos, o Galo passou a colocar a bola no chão em vez de tentar os chutões na direção do gol. E passou a ameaçar. Rafael fez uma boa defesa para cortar passe de Magno Alves para Jônatas Obina. A torcida atleticana, sentindo o melhor momento de sua equipe, passou a fazer barulho. Neto Berola, que entrou para atuar pela direita, dava algum trabalho, sempre rondando a área com perigo. Faltava aos mineiros, porém, o último passe.

Tudo o que o Peixe queria era o fim do jogo. Muricy reforçou a já cerrada defesa com a entrada de mais um zagueiro: Vinícius Simon. Agora, eram quatro defensores em linha fechando a entrada da área, afastando a bola para onde desse.

E ficou nisso. O Atlético tentou pressionar, mas não teve qualidade para furar o bloqueio santista.                

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