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'Não existe zona de conforto, tanto na vitória, quanto na derrota'

'Não existe zona de conforto, tanto na vitória, quanto na derrota'

Atualizado: Sexta-feira, 12 Agosto de 2011 as 9:40

Vitor Belfort está de bem com a vida. Sem se abalar com a derrota sofrida em fevereiro para Anderson Silva, durante o UFC 126, o lutador carioca iniciou sua volta por cima com uma vitória por nocaute sobre o japonês Yoshihiro Akiyama, no último sábado, e garante que vive a melhor fase de sua carreira. Pouco antes de participar do programa 'Altas Horas', da TV Globo, o astro do MMA recebeu a equipe do GLOBOESPORTE.COM e encontrou o piloto de Fórmula 1 Rubens Barrichello.

O lutador carioca é um dos convidados pelo UFC para participar dos eventos de aquecimento do UFC Rio, ou UFC 134, que acontece no próximo dia 27, na Arena da Barra, com transmissão ao vivo a partir das 19h (horário de Brasília) pelo canal Combate.

- Aprendi desde cedo que você não pode gostar de perder, mas que a derrota tem que te trazer algum aprendizado. Não existe zona de conforto, tanto na vitória, quanto na derrota. Mesmo dominando o combate, relaxei na frente do Anderson pela minha autoconfiança na parte de pé, e ele me surpreendeu com um golpe que é muito difícil de acertar - admitiu o atleta de 34 anos.

Vitor Belfort comemora vitória sobre Yoshiro Akiyama

no UFC 133 (Foto: Divulgação/UFC)

  Satisfeito com o desempenho diante do japonês Akiyama no último fim de semana, no UFC 133, na Filadélfia, EUA, Vitor ressaltou seu retrospecto nos mais recentes desafios no octógono.

- Minha velocidade continua muito forte, assim como a potência dos meus golpes. O Akiyama nunca havia sido nocauteado em toda a carreira, e deu para ver que eu liquidei a fatura, mostrando superioridade do início ao fim. Nas últimas sete lutas, foram seis vitórias, todas por nocaute - comemorou, pouco antes de encontrar o recordista de participações na Fórmula 1 nos bastidores do programa comandado por Serginho Groisman.

Rubens Barrichello, que em 2009 viveu uma reviravolta em sua carreira, comentou o momento de Belfort, lembrando do período em que voltou a disputar um título mundial após cinco anos sem vitórias na F-1.

- Quando o resultado não vem, você é o primeiro a se questionar, mas também tem que ser o primeiro a confiar que sua capacidade de vencer continua ali. As pessoas se surpreenderam quando voltei a andar na frente, mas sempre tive a certeza de que minha velocidade era a mesma. Claro que a capacidade física tem um limite, mas me sinto melhor hoje, aos 39 anos, do que aos 18.

Experiente, Vitor Belfort confessa que gostou do apelido que ganhou nos Estados Unidos, onde foi chamado de "Vintage" Belfort. É uma alusão ao seu retorno à velha forma, quando encantou o mundo da luta ao se tornar, aos 19 anos, o mais jovem campeão do UFC.

- Hoje tenho mais vontade de lutar do que quando era mais jovem, me sinto mais forte, mais equilibrado, e vejo o quanto é importante vivenciar aquilo que a gente prega. O verdadeiro lutador é aquele que supera obstáculos. E eu nunca vou desistir - declarou, confiante para os próximos combates.

Vitor Belfort e Rubens Barrichello nos bastidores do 'Altas Horas' (Foto: Alexander Grünwald / Globoesporte.com)              

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