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"Não podemos nos contentar", afirma Dunga sobre estreia

"Não podemos nos contentar", afirma Dunga sobre estreia

Atualizado: Quarta-feira, 16 Junho de 2010 as 8:04

Após a vitória por 2 a 1 sobre a Coreia do Norte nesta terça-feira, em Joanesburgo, o técnico Dunga disse que o Brasil sentiu a ansidedade do primeiro jogo na Copa do Mundo, mas melhorou no segundo tempo. O comandante da seleção  explicou as substituições feitas na partida (Elano, Kaká e Felipe Melo saíram para as entradas de Daniel Alves, Nilmar e Ramires) e falou sobre a dificuldade de enfrentar equipes que armam fortes retrancas. Confira os principais pontos da entrevista coletiva:

Ansidedade na estreia

- A estreia é sempre difícil, tem aquela ansiedade após um longo período de treinamento. Não só eu como os jogadores esperam uma melhora na próxima partida. Todo mundo quer fazer gol e ninguém quer levar. O importante é que o time teve mais velocidade no segundo tempo. O espírito é esse. Não podemos nos contentar com o que passou. A gente quer sempre mais.

Quem jogou melhor: Brasil ou Alemanha?

- Todas as seleções têm de jogar com eficiência. Sem isso não se chega a lugar nenhum. A Alemanha fez um placar mais dilatado, mas o Brasil fez uma boa partida no segundo tempo. No primeiro, a gente não tinha pego o mecanismo certo do jogo, o que aconteceu depois.

Substituições

- Já estava prevista a saída do Kaká. Havia cinco meses que ele não jogava 90 minutos. Coloquei o Nilmar para dar mais velocidade. Sobre o Daniel, eu o coloquei por ele ter características parecidas com as do Elano e também tem um bom chute de longe. Já o Ramires entrou para dar dinâmica. Sofremos um gol depois, mas isso acontece, é normal no futebol.

Por que Nilmar e não Julio Baptista na vaga de Kaká?

- Eu tenho 23 opções no elenco. Se fosse apenas substituir um pelo outro, eu optava pelo Julio Baptista. Mas eles (coreanos) estavam em linha. Por isso eu quis colocar um jogador para dar mais velocidade, e esse era o Nilmar.

Brasil joga melhor contra adversários mais fortes?

- Quando se enfrenta uma seleção ofensiva, você tem espaço. Quando um time joga fechado, fica difícil. É preciso acelerar o passe, tem que ter persistência. Mas a nossa movimentação foi perfeita no segundo tempo, principalmente quando passava o Maicon. E criou bastantes oportunidades.

Robinho

 - O Robinho tem uma versatilidade grande, faz várias funções. Estou feliz por esse crescimento dele. Lembro que no ano passado, quando ele estava no Manchester City, vocês (jornalistas) queriam ele fora da seleção. Eu lembro bem disso, tenho memória de elefante.

Veja as diversas reações do treinador brasileiro durante a partida de estreia

Daniel Alves x Elano

- É uma opção tática que a gente tem no plantel, e depende de como o jogo está se desenrolando. Eu queria usar o chute de longe do Daniel, não estávamos tendo essas oportunidades. Temos essa opção no elenco, mas o Elano continua jogando.

Importância do saldo de gols

- Temos que ver como eles (Costa do Marfim e Portugal) vão jogar contra a Coreia né? Não temos como prever o futuro para saber se o saldo será decisivo. Mas nós queremos jogar melhor.

Por Por Thiago Dias

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