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Nelsinho relembra acidente do pai e diz que não teme perigo na Nascar

Nelsinho relembra acidente do pai e diz que não teme perigo na Nascar

Atualizado: Terça-feira, 14 Dezembro de 2010 as 9:37

O estilo mais agressivo da corridas americanas não preocupa Nelsinho Piquet. Nem mesmo a lembrança do acidente do pai, Nelson Piquet, que perdeu dois dedos dos pés nas 500 Milhas de Indianápolis, em 1992. Contratado pela Kevin Harvick para disputar a temporada completa da Truck Series da Nascar, ele assegurou que não teme por sua segurança.

- Lembro de muito pouca coisa do acidente dele. As imagens que tenho são mais de vídeos que assisto. Mas medo do que ele passou ou do que eu posso passar, não tenho. É mais uma categoria como qualquer outra, não é por ser oval, alta velocidade nem nada. Não é porque o “americano gosta” de algo com mais contato, é mais pelo estilo da corrida. Um carro atrás do outro, três vezes mais pesado que de Fórmula 1, e a chance de acontecer algo é bem maior. A competitividade, chance de vencer, acontece com muito mais frequência que na Europa, mas não tem nada a ver com loucura dos pilotos ou insegurança – comentou.

Nelsinho também lembrou que a última morte em uma corrida Nascar aconteceu há quase dez anos. Em fevereiro de 2001, Dale Earnhardt faleceu nas 500 milhas de Daytona, a prova mais tradicional da Nascar.

Questionado sobre a opinião de seu pai sobre sua decisão de disputar a categoria popular nos Estados Unidos, Nelsinho admitiu que ele não aprovou, a princípio. Porém, ao ver o filho se interessando mais pela modalidade, passou a apoiar.

- Minha vontade era ir para Nascar. Quando recebi o convite para o teste, achei muito bacana e fui tentar. Não fiz nenhuma temporada completa, fiz algumas corridas de algumas modalidades, mas minha escolha foi fazer algo bem diferente. No começo (Nelson pai) sentiu, porque não tinha certeza do que eu estava fazendo, mas com as corridas passando e ele assistindo, acho que ele se animou e passou a gostar – disse.

Por: Mayra Siqueira

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