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Neymar, Pato e Ganso viram intocáveis na seleção

Neymar, Pato e Ganso viram intocáveis na seleção

Atualizado: Sábado, 9 Julho de 2011 as 11:42

A seleção brasileira depende de jogadores com idade olímpica para triunfar na Copa América da Argentina. Mano Menezes tenta ocultar a escalação do time que enfrenta o Paraguai, às 16h, em Córdoba. Mas não tem como esconder que aposta alto em Neymar, 19, Pato e Ganso, ambos com 21 anos, peças intocáveis em sua formação. Os três atletas têm idade para disputar os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem --o limite é 23 anos. E, para o jogo de hoje, Mano acena com a possibilidade de trocar Robinho, 27, por Lucas, oito anos mais novo. Depois do 0 a 0 contra a Venezuela, o duelo com o Paraguai se tornou uma decisão prematura e incômoda. Um novo tropeço complicará o caminho do Brasil. O plano de vencer o Grupo B e pegar o segundo melhor terceiro colocado nas quartas de final ficará ameaçado. Na Copa América de 2007, o panorama da seleção era semelhante ao atual. Havia um técnico novo (Dunga), contratado para renovar o time após um fiasco na Copa do Mundo. E ainda haveria uma Olimpíada para ser disputada um ano depois. Nem por isso o antecessor de Mano apostou nos jovens. Na Copa América da Venezuela, Dunga levou apenas o zagueiro Alex Silva e o meia Diego com idade olímpica. Os dois foram campeões continentais no banco de reservas e fracassaram um ano depois nos Jogos de Pequim. Além de Neymar, Lucas, Ganso e Pato, o grupo que está na Argentina conta ainda com Sandro, 22, que certamente estará na Olimpíada de Londres para tentar ganhar o único título que falta à seleção brasileira. Ao mesmo tempo em que põe suas revelações à prova dentro do campo, Mano trata de blindá-los no discurso. "Estamos promovendo uma renovação significativa e precisamos ter calma", disse. "No estágio em que estamos, dificuldades serão normais", afirmou o técnico. Elano, 30, um dos mais experientes do time, também defende a nova geração. "A pressão existe porque eles mostraram qualidades e criaram expectativa em cima deles", afirmou. "Mas não se pode jogar toda a responsabilidade em cima deles." O Brasil torce para que o Paraguai jogue mais aberto do que a Venezuela, cuja defesa o time de Mano não conseguiu vencer na estreia. "Gosto mais quando o adversário compartilha conosco a responsabilidade de propor jogo", declarou Mano.  

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