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No adeus, Gobbi não indica sucessor e segue tratando Adriano como sonho

No adeus, Gobbi não indica sucessor e segue tratando Adriano como sonho

Atualizado: Quarta-feira, 8 Dezembro de 2010 as 8:19

Mário Gobbi Filho explicou nesta terça-feira os motivos para deixar a diretoria do departamento de futebol do Corinthians. Braço direito do presidente Andrés Sanches desde a chegada dele ao poder, em 2008, o dirigente disse que se sentia desgastado na função e com a necessidade de abrir espaço para novas pessoas.

Gobbi garante ainda que não sabe quem ocupará a função e nega que a vaga seja de Carlos Alberto Parreira. Além disso, continua tratando como um sonho a contratação de Adriano, do Roma-ITA, alvo do Timão para reforçar o elenco na Libertadores 2011.

Confira abaixo a entrevista de Mário Gobbi à Rádio Globo:

A saída

"Perguntavam quando iria sair e dizia que esperava o barquinho encostar na margem para descer. Um ciclo se fechou. São três anos, muitas coisas feitas, muita coisa se mudou no Corinthians, assumimos o clube na Série B e estamos entregando o departamento na Libertadores, com um grupo montado, o time com um padrão, esquema tático. É preciso precisa de alguns detalhes como todo ano se faz, há uma pequena reengenharia e estava planejado era a hora para passar o bastão. Estava combinado com o Andrés e está sendo feito de maneira tranquila. Redigi uma carta e não há muito mais o que acrescentar ao que disse. Urge rotatividade no poder. Em três anos há tempo para fechar um ciclo de trabalho".

Cobiça ao cargo de diretor

"Esse cargo é cobiçado em todos os clubes. Mas não estou deixando por causa disso. Era pra sair quando o time subiu, o presidente pediu para ficar e permaneci. Depois, combinei de ficar até o fim da Libertadores. Ele pediu para ficar até o fim do ano. Meu ciclo teria terminado com a Libertadores. Você entra, tem um ano para montar a comissão técnica, joga o time na Libertadores e tenta vencer para ir para o Mundial. Quando se completa isso, no meu entendimento, é um ciclo que se fecha. O presidente pediu para ficar até dezembro e fiquei. Não posso dar as costas e dizer tchau. Saio com a estrutura montada, o departamento em perfeito estado, com grupo e time. Vou passar o bastão com as coisas prontas para dar sequência e assim deve ser em todos os clubes".

Candidato à presidência?

"Não tem a menor ligação a saída com as eleições, que ocorrerão em dezembro de 2011. Tem um ano de mandato. Falar em sucessão hoje é desrespeito ao Andrés, que não merece isso. Estou saindo porque entendo que meu ciclo terminou. São suficientes pra fechar uma etapa. Acho que precisa de gente nova, com sangue e ideias novas. Não tem conotação nenhuma. Três anos no departamento é pesado, cansativo, desgastante. É uma dedicação exclusiva e preciso descansar e cuidar da vida particular".

Parreira pode ser o substituto?

"Ele (Andrés Sanches) não me disse quem assumiria o posto. O que sei sobre o Parreira é que quando o Mano saiu tentamos o Parreira e ele disse que voltaria a trabalhar em janeiro, mas foi para treinador. Não sei absolutamente nada além disso"

Indicação para a vaga

"Não me pergunto e eu não pergunto para ele. Temos uma relação de extremo respeito. A polícia me ensinou os limites que devo saber. Se não me fala, não devo perguntar. E isso me ajudou muito na minha vida. Sempre com esse respeito, mas não invado uma área que não me pertence".

A contratação de Adriano

"Ainda hoje ele (presidente) continuou a dizer que é um sonho. Eu confesso que aos 50 anos sonho muito pouco. Vamos ver... não gosto de falar em sonho. Sonho quieto e, se ele se realiza, eu conto".

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