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No Wolfsburg, Cícero exalta Grafite e Josué: 'Como se conhecesse há anos'

No Wolfsburg, Cícero exalta Grafite e Josué: 'Como se conhecesse há anos'

Atualizado: Quinta-feira, 19 Agosto de 2010 as 9:07

O Campeonato Alemão tem nesta sexta-feira sua partida de abertura. Vão a campo ninguém menos do que os dois últimos campeões: o Bayern de Munique (atual) e o Wolfsburg. Na equipe dos Lobos, que jogará fora de casa, além dos já carimbados Josué e Grafite, agora outro brasuca desponta como destaque: o meia Cícero, ex-Fluminense.

Rebaixado com o Hertha Berlin na temporada passada, Cícero se salvou na campanha ruim e conseguiu a transferência para um dos candidatos ao título. É como ele mesmo, entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, considera o Wolfsburg na temporada.

- O Campeonato Alemão é muito nivelado, jogo de primeiro contra último é sempre pegado, difícil. A competição tem tido oito, nove candidatos ao título. O Bayern de Munique é o mais respeitado, mas nos últimos dois anos vem brigando com três, quatro clubes para ser campeão. O Wolfsburg já foi campeão (2008-2009). Agora, vem contratando jogadores, e é preciso apenas que o time se entrose - contou Cícero, por telefone.

O meia destacou ainda a maneira como foi recebido pelos compatriotas que disputaram a Copa do Mundo, revelou como faz para entender o inglês do novo treinador, Steve McClaren (ex-English Team) e não deixou de arriscar um palpite para o clássico entre Fluminense e Vasco, neste domingo, no Maracanã. Acompanhe a entrevista.

GLOBOESPORTE.COM: Como você chega para a temporada com o Wolfsburg?

CÍCERO: O Wolfsburg é um clube bem estruturado, uma das grandes potências do futebol alemão, tem muitos bons jogadores e um patrocinador muito forte por trás do clube. Foi gratificante começar bem na Copa da Alemanha, fazendo gol, ajudando a equipe na competição (Nota: Cícero e Josué marcaram na vitória por 2 a 1 que classificou os Lobos à segunda fase). Temos tudo para fazer boa temporada.

Como foi o primeiro contato com Josué e Grafite? Eu cheguei antes, mas quando eles se apresentaram depois da Copa, parecia que eu já os conhecia há uns cinco anos. Os dois me trataram muito bem. São duas excelentes pessoas. É sempre bom você chegar num clube e encontrar dois jogadores deste porte que são do seu país. Além de me fazerem sentir mais em casa, são muito importantes para a sequência do trabalho (Nota: o Wolfsburg tem ainda o atacante brasileiro Caiuby no elenco).

O que achou de Steve McClaren, novo treinador? Ele fala em que língua com vocês?

Ele faz aula aqui de alemão, mas fala mesmo é em inglês. É a primeira temporada dele como treinador aqui na Alemanha. Meu contato com ele é muito bom. Ele me passa confiança, tem me botado para jogar, e agora tenho que agarrar isso aí, tenho que me dedicar para que haja ainda mais confiança no meu futebol. Fiquei dois anos aqui e estava me adaptando à língua alemã, mas agora ele fala inglês... Às vezes a gente não entende, outras entende. Mas tem coisas que você vai percebendo. No futebol, se você for um pouco inteligente, você pega.

O Hertha, seu ex-clube, brigou pelo título numa temporada, depois foi rebaixado na outra. O que houve para tamanha queda?

A gente teve uma temporada brilhante (2008-2009), fizemos o maior número de pontos da história do clube na Bundesliga. Mas no ano seguinte foram muitos

erros, saíram jogadores importantes e não repuseram à altura. O time então veio caindo, as contratações não deram certo... Melhoramos no segundo turno, mas fizemos apenas seis pontos em todo o primeiro e não deu para recuperar. Mas cada um sabe quem é quem, e apareceram para mim propostas do Wolfsburg e do Colônia, equipes de Rússia e da Espanha. O Wolfsburg apostou no meu futebol e estou aqui. Tem acompanhado a campanha do Fluminense no Brasileirão?

Acompanho sim, fico um poco sem fazer nada aqui e estou sempre na internet. Joguei lá um ano e meio, ganhamos a Copa do Brasil e fomos à final da Libertadores. Até hoje sou reconhecido pelos torcedores. É muito bom ver o Flu numa situação dessa de liderança na tabela. Torço para que tudo corra bem pelo caminho no Brasileirão.

Arrisca um palpite?

Classico é clássico, nessas situações aponto 50% para cada lado. Mas acho que dá 1 a 0, gol do Conca, que sempre foi um dos meus melhores amigos no Fluminense.

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