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Nove brasileiros representam bem o país na edição 2011 do Rali Dakar

Nove brasileiros representam bem o país na edição 2011 do Rali Dakar

Atualizado: Domingo, 16 Janeiro de 2011 as 8:59

O Rali Dakar é uma competição de diferentes nacionalidades e sotaques. E as cores do Brasil não poderiam estar fora de uma disputa como esta. Foram nove brasileiros disputando três categorias diferentes: José Hélio Rodrigues Filho, Jean Azevedo e Vicente de Benedictis Neto correram nas motos; as duplas Guilherme Spinelli/Youssef Haddad e Marlon Koerich/Emerson Cavassin competiram nos carros; e André de Azevedo e Maykel Justo disputaram entre os caminhões.

Talvez Jean Azevedo seja o brasileiro mais conhecido no Dakar. Afinal de contas já são 13 anos na mais famosa competição de 'endurance' do mundo: ele correu dez temporadas entre as motos, duas nos carros, e retornou às duas rodas neste ano. Esta volta à origens rendeu o melhor resultado de Jean nas motos desde 2005: o sétimo lugar geral.

- Estou bem feliz com o resultado. Este ano ainda ganhamos a categoria de super-produção, e voltei a andar entre os dez primeiros. Estou muito feliz com o desenrolar da prova, e acho que foi uma experiência muito legal - comemorou após cruzar a linha de chegada em Baradero.

Essa foi a primeira experiência de Jean Azevedo com sua moto no novo trajeto da competição, entre a Argentina e o Chile. Nos dois primeiros anos da competição em terras sul-americanas, o brasileiro disputou entre os carros. E, com essa experiência, ele faz questão de destacar a maior dificuldade sobre as duas rodas.

- Nas motos é muito mais duro. A exigência física é muito maior, o risco é muito maior. Fazer esta competição de moto é sempre um desafio maior - disse.

Se Jean Azevedo conta com uma larga experiência na competição, o piloto Marlon Koerich corre na direção contrária. O catarinense participou do Dakar pela primeira vez, ao lado do paranaense Emerson Cavassin. A dupla 'novata' ficou na 14ª colocação geral e ainda faturou a categoria "rookie" (calouro, em português), que é destinada àqueles que nunca correram no evento.

- Por mais que a gente escute histórias do Dakar, só quando a gente está aqui é que sabe o quanto o rali é difícil. Todas as especiais são muito duras. Passar por isso tudo é realmente uma grande superação. Fazer a corrida era a realização de um sonho, e ganhar a categoria é maravilhoso - afirmou.

- Eu juro que em vários momentos eu pensava 'O que estou fazendo aqui?'. Podia estar em casa, em uma praia, numa boa. Mas eu acho que isso tudo vale muito a pena. É o que eu gosto de fazer e é o que eu sei fazer. Agora, obviamente, eu estou com saudade de casa, então vamos logo para Floripa para aproveitar o verão também - brincou.

A dupla Guilherme Spinelli e Youssef Haddad conquistou o melhor resultado brasileiro no Rali Dakar pelo segundo ano consecutivo. Os dois terminaram na nona colocação geral entre os carros.

- Eu estou bastante satisfeito com o resultado. Com exceção de um dia, nós sempre estivemos entre os dez primeiros. Lideramos vários dias a categoria gasolina. Ainda precisamos de um pouco mais de experiência nos trechos de dunas. Mas o balanço foi superpositivo - disse.

A dupla já havia corrido o Rali dos Sertões juntos, mas este foi o primeiro Dakar lado a lado. Spinelli destacou o bom entrosamento com Haddad e declarou que espera voltar à competição no ano que vem.

- A gente vem progressivamente melhorando. Esse ano nós só fizemos dois dias de treinos no Marrocos no ano inteiro. Se conseguirmos mais treinos e mais ralis durante o ano, tudo indica que a gente voltará em 2012 - destacou.  

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