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O rato, o parquinho, as demissões e recusas: os dez momentos da crise

O rato, o parquinho, as demissões e recusas: os dez momentos da crise

Atualizado: Quarta-feira, 23 Março de 2011 as 4:44

Às vésperas de um jogo decisivo na Libertadores, o Fluminense vive um momento crítico. Sem técnico e com uma lista de recusas, o time será comandado contra o América-MEX, nesta quarta, por um auxiliar. Nos últimos dias, o clube fervilhou com mudanças no comando do futebol, a saída de Muricy Ramalho e a busca por um novo comandante. Em meio a tudo isso, as críticas aos ratos e aos buracos das Laranjeiras e o anúncio, em um parque infantil, de um treinador que não acertou. Para entender tudo isso, o GLOBOESPORTE.COM listou os acontecimentos mais marcantes da crise tricolor.

1 – Alcides Antunes é demitido

Alegando que precisava mudar a estrutura do futebol, o presidente Peter Siemsen demite o vice de futebol Alcides Antunes. Querido pelos jogadores, o profissional deixou o clube fazendo duras críticas à maneira de trabalhar do mandatário tricolor. Segundo Alcides, Peter deixa que a pressão do grupo que o ajudou a chegar ao poder influencie em muitas decisões.

2 – Muricy deixa o clube

Dias depois de Alcides ser demitido, Muricy Ramalho abandonou o barco. Os jogadores ficaram sabendo da decisão antes do Fla-Flu, apesar da intenção do técnico de só anunciar depois. O treinador deixou o time em um momento complicado na Libertadores, em que precisa vencer os três jogos que restam para se classificar para a próxima fase. Para piorar, as críticas à estrutura de treinos fizeram com que o clube ficasse com sua imagem arranhada.

3 – A falta de resposta, os buracos e os ratos

As críticas de Muricy ficaram sem resposta. O clube reconheceu que tem carências e que está em busca de outro espaço para treinos. No dia seguinte à saída do treinador, um funcionário foi escalado para colocar areia nos buracos do campo das Laranjeiras.Os jogadores chegaram a fazer aquecimento com um carrinho de mão cheio de areia no meio do gramado. No treino seguinte, o controle de pragas da prefeitura esteve no clube para ver se havia infestação de ratos, como havia sido denunciado pelo técnico Muricy Ramalho.

4 – O “não” que passou despercebido

A busca por um técnico acabou fazendo com que a torcida não percebesse o vácuo que ficou no futebol. Com a saída de Alcides Antunes, o clube foi atrás de um diretor executivo para o futebol. Felipe Ximenes, do Coritiba, era o preferido, mas recusou o convite para continuar no Coxa.

5- O descompasso do carnaval

A busca por um técnico teve duas frentes. Enquanto o presidente da patrocinadora procura um treinador com nome, o presidente do clube vai atrás de técnicos que estejam mais livres no mercado. O primeiro a receber proposta foi Dorival Junior. A conversa com o técnico aconteceu em um camarote da Marquês de Sapucaí. O “não” viria logo depois, com a recusa do Atlético-MG em liberá-lo.

6 – Vou não, quero não, posso não

Depois de Dorival, as negativas só foram aumentando. Nem o salário altíssimo (especula-se que o clube pode chegar a pagar R$1 milhão por mês por um técnico renomado), nem o fato de ser o atual campeão brasileiro e ter um elenco cheio de estrelas conseguiram convencer os treinadores procurados a aceitar. Cuca, Felipão, Levir Culpi, Adilson Batista e Gilson Kleina declinaram do convite.

7- Espera por Abel

Enquanto negociava com todos esses nomes, o Fluminense conversou com Abel Braga, que disse estar acertado com o clube. Porém, o técnico só poderá chegar em junho, quando termina seu contrato com o Al-Jazira. Enquanto isso, o clube teria que se virar com um interino na Libertadores e no Carioca.

8 – E o hotel, Kleina?

A não contratação de Gilson Kleina foi considerada por um membro da diretoria como pitoresca. O treinador foi oferecido ao clube por seu empresário e acertou todas as bases salariais e o tempo de contrato. Inclusive, o técnico já tinha passagem e hotel reservados. Porém, durante a tarde, Kleina disse que a Ponte Preta não o liberaria. Há no clube quem acredite que o comandante aproveitou a situação para ser valorizado.

9 – O anúncio no parquinho

A contratação de Kleina foi anunciada pelo clube mesmo antes de o treinador fechar. . Mas o que agravou ainda mais a situação foi o fato de a contratação ter sido anunciada no parque infantil que fica atrás do campo de treino. A recusa de um treinador, ainda mais sem status de primeiro escalão, expôs o clube, que virou motivo de piada entre os torcedores rivais.

10 - Após anúncio de contratação de Kleina, clube não divulgou a recusa do técnico

Em meio a toda essa confusão, o presidente Peter Siemsen avisou que daria entrevista para elucidar a questão da não contratação de Kleina. Oficialmente, o clube anunciou o técnico, mas não desmentiu sua contratação, embora quem procurasse a assessoria do clube conseguisse confirmar a informação de que o técnico não chegaria mais às Laranjeiras. Peter Siemsen, porém, explicou mais tarde que Gilson Kleina deu o sim e, pouco depois, recuou.      

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