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Obediência tática da Costa do Marfim segura Cristiano Ronaldo e Portugal

Obediência tática da Costa do Marfim segura Cristiano Ronaldo e Portugal

Atualizado: Terça-feira, 15 Junho de 2010 as 1:04

Lembra da história de que as seleções africanas eram um bando de jogadores, com talento mas sem noção tática? Nesta terça-feira, o sueco Sven Goran Eriksson mostrou que, com um pouco de trabalho, nem sempre as coisas funcionam assim.

Montando um ferrolho digno da Inter de Milão de José Mourinho e usando toda a força física de seus jogadores - a maioria maior e mais forte do que os portugueses -, a Costa do Marfim segurou Portugal na estreia das duas seleções na Copa do Mundo. O 0 a 0 foi chato se você gosta de futebol ofensivo, mas lotado de lances brigados, disputas duras - e de 11 jogadores marfinenses marcando no campo defensivo sempre que Portugal pegava na bola.

Cristiano Ronaldo, sem dúvida o maior jogador em campo, até tentou. Sempre que recebia a bola com algum espaço para pensar, conseguia alguma coisa. A melhor delas, logo no início do primeiro tempo, um chute de longe, após um belo toque de calcanhar, pelo meio das pernas, que limpou a marcação. O chute foi de longe, mas acertou a trave direita do goleiro Barry.

O primeiro tempo foi de pouco trabalho para Barry e Eduardo, no gol português. Enquanto isso, zagueiros e volantes travavam duelos com os atacantes. Cristiano Ronaldo, que começou jogando na direita, passou para a esquerda. Foi o início do duelo do jogo, com Demel. Após poucos minutos de briga intensa, os dois levaram amarelos e as disputas ficaram um pouco mais suaves.

No segundo tempo, Eriksson mostrou, mais um vez, seu toque. Ex-técnico da Inglaterra, ele conseguiu fazer com que seus comandados atacassem um pouco mais. O resultado foram uma série de chances para os marfinenses, aproveitando a lentidão do lado direito da defesa portuguesa, com a dupla do Chelsea Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho. Gervinho fez a festa por lá, chutando três vezes nos primeiros minutos, com perigo.

Aos 19, Ronaldo ganhou companhia: Didier Drogba. Pouco mais de uma semana após quebrar o antebraço direito, ele estreou na Copa do Mundo. Entrou no lugar de Kalou, seu companheiro de time na Inglaterra. Não fez muito. A movimentação estava ruim e ele mostrava claramente falta de ritmo. Mas como artilheiro é sempre artilheiro, aos 45 minutos quase marcou, em bola travada por Bruno Alves.

O gol não saiu, mas se o técnico Dunga assistiu à partida, já tem muito com o que se preocupar para os rivais do Brasil. Os portugueses não mostraram inspiração, mas quando chegaram com um pouco de espaço, ameaçaram. Já os marfinenses, aplicados na defesa, sem o ar despreocupado de outros tempos e com porte físico imponente, foram perfeitos na defesa e, no segundo tempo, perigosos no ataque.

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