MENU

Orgulhosa da equipe, torcida tricolor troca lágrimas por aplausos: "Guerreiros"

Orgulhosa da equipe, torcida tricolor troca lágrimas por aplausos: "Guerreiros"

Atualizado: Quinta-feira, 3 Dezembro de 2009 as 12

A ferida só será cicatrizada com a salvação do rebaixamento, domingo, contra o Coritiba, no Couto Pereira, mas, conforme os jogadores prometeram, o orgulho tricolor permanece intacto. Em uma noite marcada pela fé e pelo reconhecimento, o torcedor do Fluminense deixou o vice-campeonato da Copa Sul-Americana em segundo plano e saiu do Maracanã valorizando a sensação de que fez o seu melhor.

Ao apito final de Carlos Amarilla, os gritos de ?time de guerreiro? deixavam claro que se a vitória por 3 a 0 sobre a LDU não foi suficiente para a conquista do título, ao menos atendeu ao pedido das arquibancadas: ?Lutem até o fim?. Muito mais do que os 90 minutos em campo, o Fluminense começou a jogar a decisão da Sul-Americana do lado de fora do estádio, com milhares de torcedores recepcionando o ônibus da delegação no Portão 18.

''Corredor é uma coisa que ficará marcada. Jogadores batendo nos vidros e cantando junto com os torcedores. Nunca vi isso em lugar nenhum que trabalhei. Isso que me deixa ainda com mais dor pela perda do título'', lamentou Cuca.

Já do lado de dentro do Maracanã, os tricolores não se cansaram de usar todas as armas possíveis para motivar seus ''guerreiros''. Antes de a bola rolar, um mosaico com a frase: ''Eles têm a altitude. Vocês têm a gente'' foi formado nas arquibancadas e recebeu como resposta uma faixa dos jogadores: ''Obrigado, torcida tricolor. Por vocês, lutaremos até o fim''.

E nesta luta o Fluminense usou de todos os artifícios possíveis para surpreender. Vestindo branco por superstição, o Tricolor divulgou a escalação errada para confundir o técnico da LDU, Jorge Fossati, e ao entrar em campo o que se viu foi Adeílson no ataque em vez de Cássio na defesa. Já com a bola em jogo, lasers vindos das arquibancadas (o que pode gerar punição ao clube) atormentaram os jogadores equatorianos, enquanto o time carioca pressionava (veja no vídeo acima o laser verde em cima do técnico da LDU).

Os gols de Diguinho e Fred, somados a expulsão de De la Cruz, ainda no primeiro tempo incendiaram o estádio para os 45 minutos finais. Em jogo de ataque contra defesa, o Tricolor enlouquecia a LDU, que tinha no carrasco Cevallos mais do que um goleiro reserva. No banco, ele orientava os companheiros com maior frequência do que o próprio Fossati. Gritos em vão, já que Gum, aos 27, deixou o Flu a um gol da prorrogação.

O destempero de Fred, que deu uma cabeçada em Carlos Amarilla, no entanto, praticamente minou a reação do Tricolor. O time ainda pressionou na base do abafa, mas, mais uma vez, ficou no quase. Nada, porém, que silenciasse o torcedor.

Gratificados pelo esforço em campo, os tricolores aplaudiram a equipe e receberam de volta reverências dos jogadores de mãos dadas. Por fim, o coro ''time de guerreiros'' voltou à tona e encerrou uma noite em que a frustração do vice-campeonato perdeu espaço para o ''orgulho de ser tricolor'' cantado em alto e bom som nas rampas do Maracanã.

Por: Cahê Mota

veja também