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Palmeiras fecha mês no azul, mas gasta mais do que deseja no futebol

Palmeiras fecha mês no azul, mas gasta mais do que deseja no futebol

Atualizado: Quarta-feira, 25 Maio de 2011 as 4:15

Arnaldo Tirone vê superávit no futebol, mas ainda busca redução de gastos (Foto: Globoesporte)

  A política de contenção de gastos da gestão Arnaldo Tirone começa a trazer resultados para o Palmeiras. Pela primeira vez em dois anos, o clube termina um mês com superávit. O balancete de março, aprovado nesta segunda-feira pelo Conselho de Orientação e Fiscalização (COF), registra que a diferença positiva é de R$ 783.547,08. O clube não está satisfeito, já que no somatório geral de 2011 o déficit chega a R$ 6,8 milhões. A cúpula do Palmeiras trabalha para diminuir ainda mais os gastos, que se assemelham aos da gestão de Luiz Gonzaga Belluzzo.

O ex-presidente palmeirense viu os gastos de 2010 chegarem aos R$ 135 milhões somente com o futebol. Em três meses de 2011, o clube gastou R$ 35 milhões na mesma área. Se o ritmo for mantido, a gestão Arnaldo Tirone chegará ao fim do ano com mais de R$ 140 milhões em despesas do futebol. O orçamento previsto no início de 2011 era de cerca de R$ 89 milhões.

Como contornar essa diferença e economizar quase R$ 50 milhões até o fim do ano? A meta é enxugar ainda mais a folha salarial. O volante Marcos Assunção, por exemplo, pede alto para permanecer no Palmeiras, mas o clube já avisou que não subirá a proposta inicial de renovação apresentada a ele. Astros como Valdivia também correm risco a médio prazo – o clube ainda deve 6,5 milhões de euros (R$ 14,9 milhões) ao Banif, referentes à carta de crédito concedida para ajudar no pagamento dos direitos econômicos do chileno, obtidos junto ao Al-Ain, dos Emirados Árabes Unidos. Conselheiros não descartam a negociação do próprio meia como forma de arrecadar recursos e saldar a dívida com o Banif, que vence em agosto.

Mesmo assim, foi o futebol o grande responsável pelo superávit de março. O departamento registrou balanço favorável de R$ 2,3 milhões. Em janeiro, o futebol registrava déficit de quase R$ 3 milhões.

Se com Belluzzo o investimento no futebol era alto com a contratação de medalhões, sob o comando de Tirone isso não acontece. Desde que assumiu, em janeiro, ele participou apenas das negociações de Wellington Paulista, que veio por empréstimo junto ao Cruzeiro, e Paulo Henrique, ex-Paraná Clube, que custou pouco aos cofres palmeirenses. A ordem é trazer apenas jogadores jovens, baratos, e que possibilitem lucro ao Palmeiras no futuro.

Os dois reforços mais adiantados, Martinuccio, do Peñarol, e Henrique, do Racing Santander, não devem oferecer grandes gastos ao Palmeiras. O jogador argentino chega por cerca de US$ 500 mil (R$ 800 mil), com 20% de seus direitos econômicos pertencentes ao clube. Já o zagueiro só vem se o Verdão conseguir um parceiro investidor - a Traffic deve ser a responsável por viabilizar a transferência.

Na noite desta terça, Tirone viajou para a Inglaterra, onde participa de um evento da Adidas, fornecedora de material esportivo do clube. Na visão da empresa, o Palmeiras é um dos clubes que mais vende camisas da marca no mundo - daí o convite. O retorno do presidente está previsto para o fim desta semana.        

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