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Palmeiras tenta apagar incêndios e mostrar comando, mas irrita demitidos

Palmeiras tenta apagar incêndios e mostrar comando, mas irrita demitidos

Atualizado: Quarta-feira, 19 Maio de 2010 as 10:15

Desde que assumiu o comando do Palmeiras, o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo se viu envolto em algumas crises. E sua gestão até agora se caracterizou pela obsessão por tomar atitudes que gerem a certeza de que há comando, o que acaba irritando quem se prejudica com isso.

O primeiro caso marcante neste sentido foi a demissão do técnico Vanderlei Luxemburgo no Brasileirão do ano passado. A diretoria alegou que o então treinador cometeu uma ‘quebra de hierarquia’ no caso da saída do atacante Keirrison para o Barcelona, o que o deixou revoltado.

Mesmo depois que comandou outros clubes, Luxemburgo sempre que pode expõe a sua mágoa com Belluzzo. Os dois inclusive trocaram farpas via imprensa por algumas vezes durante a passagem do treinador pelo Santos a agora no Atlético-MG.

"Foi uma decepção muito grande em respeito ao Belluzzo", afirmou em sua chegada ao clube mineiro. "Ele chegou com um discurso muito bonito no futebol, dizendo que ia modernizá-lo, que ia equilibrar as finanças, buscar alternativas, fazer o futebol superavitário, e que ia fazer não sei o quê. E não passou de um dirigente retrógrado e arcaico", acrescentou.

O caso mais recente foi o da demissão do técnico Antônio Carlos. O treinador discutiu asperamente com o atacante Robert, fato que foi recriminado pela diretoria do Palmeiras, que optou por demitir o comandante e rescindir o contrato do jogador.

"Conversamos muito com ele. O fato foi muito sério, que poderia ter consequências futuras e poderia atrapalhar tanto o trabalho quanto a estabilidade do grupo. De comum acordo entendemos que era melhor o afastamento dele", explicou o vice-presidente de futebol Gilberto Cipullo.

Mas ao menos nas declarações que concedeu a diversos veículos de imprensa depois de ser demitido, o técnico Antônio Carlos pareceu não entender os motivos de ter saído do Palmeiras. "Queria saber a causa da minha demissão. Por que eu fui demitido? Por que eu chamei a atenção dos jogadores?", questionou para a Rádio Globo.

"A culpa não é minha se os salários estão atrasados. A culpa não é minha se o time tem dificuldade para contratar. A culpa não é minha se o clube não toma uma atitude severa com os jogadores que cometem ato de indisciplina".

Apesar da indisposição criada com os punidos, a diretoria do Palmeiras celebrou o fato de sempre ter penalizado os autores de algum ato de indisciplina no clube. "Os fatos de indisciplina até hoje foram punidos...temos disciplina aqui, a diretoria está sempre em cima", ressaltou Cipullo.

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