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Palmeiras vence, mas força segundo jogo e 'salva' semestre do Comercial

Palmeiras vence, mas força segundo jogo e 'salva' semestre do Comercial

Atualizado: Quinta-feira, 24 Fevereiro de 2011 as 7:41

A folga no calendário que o Palmeiras tanto queria não será possível. Com poucos momentos de brilho do ataque e um futebol muito burocrático, o Verdão venceu o Comercial-PI por 2 a 1, em Teresina (assista aos gols), mas decepcionou quem esperava uma apresentação de gala diante do modesto time na estreia das equipes na Copa do Brasil. O resultado força a realização do segundo jogo, na próxima quarta-feira, no Pacaembu, algo que o técnico Luiz Felipe Scolari não desejava.

O Palmeiras, com muitas mudanças, mostrou certa falta de entrosamento no meio de campo, ainda se readaptando à volta de Valdivia e sofrendo com a ausência de Marcos Assunção. A boa notícia, ao menos, fica por conta do bom jogo do chileno, que atuou por mais de 60 minutos e deu uma assistência.

O Comercial garantiu sua temporada com o resultado. Como haverá partida de volta, o Bode ficará com toda a renda arrecadada no Albertão, pouco mais de R$ 250 mil, suficiente para bancar pelo menos seis meses de salários do clube (a folha é de R$ 40 mil). Além disso, a expectativa do clube é de conseguir novos patrocínios para o jogo em São Paulo. O vencedor do confronto pega o Uberaba-MG na próxima fase.

Mago volta a brilhar

Talvez os imprevistos ocorridos na viagem para Teresina tenham tirado um pouco do fôlego palmeirense no início do jogo. Com poucas horas de descanso entre o desembarque e a ida ao Albertão, o time começou um pouco desligado, dando campo para o Comercial e sem ímpeto na criação. Com isso, os piauienses tentaram se lançar ao ataque e deram algum trabalho à defesa, mas sem perigo nos chutes a gol.

O Verdão só assustava na bola parada, sempre com Valdivia. O chileno já teve apresentação bem mais destacada do que no jogo contra o Mogi Mirim, que marcou seu retorno aos gramados. Bastante inteligente, o Mago voltou a mostrar sua boa movimentação e qualidade no passe. Aos 17 minutos, ele cobrou falta na cabeça de Kleber, que acertou a trave.

Já sentindo a pressão palmeirense, o Comercial se colocou na defesa. E o Verdão insistindo em jogar pelo meio, sem inversões nem lançamentos. Dessa forma, o cenário parecia favorável ao Bode dos Carnaubais e a torcida, ainda que timidamente, começou a gritar o nome da equipe.

Porém, uma falha da defesa acabou com a empolgação. Após bola perdida por Thiaguinho, aos 30 minutos, Kleber rolou para Valdivia e o Mago, vendo a defesa desarrumada, colocou a bola na cabeça de Adriano para o atacante fazer 1 a 0 e comemorar seu primeiro gol com a camisa do Palmeiras. Não teve a dancinha de Michael Jackson prometida desde sua chegada, mas a massa palmeirense vibrou da mesma forma.

- Foi só homenagem para a família e companheiros. Dedico o gol ao grupo que está com a gente e quem ficou em São Paulo também. Vou fazer a dancinha no segundo tempo – prometeu o atacante, no intervalo.

Não teve dancinha, mas teve acrobacia. O massagista do Comercial, Bomba, foi a atração do jogo ao correr e completar uma cambalhota a cada vez que era solicitado para atender um jogador.

Gol precoce prejudica

Se o Verdão parecia sonolento no segundo tempo, o banho e a conversa no vestiário acordaram a equipe. Logo no primeiro minuto, após cobrança de lateral, Kleber recebeu, fez seu tradicional giro em cima do zagueiro e marcou 2 a 0 no placar. O Comercial, que dizia ter estudado tão bem o Gladiador, acabou sucumbindo em uma das jogadas mais características do camisa 30.

Logo depois, o time quase ampliou com Danilo, de cabeça. A classificação estava encaminhada para o Verdão, até que Valdivia levou cartão amarelo e foi substituído na sequência. Chico entrou em seu lugar e deixou o meio de campo com três volantes.

Mais conservador, o Palmeiras permitiu o crescimento do Comercial, que começou a gostar novamente do jogo. Primeiro, Barata recebeu a bola na entrada da área e chutou para longe. Depois, Zé Rodrigues ajeitou para Thiaguinho cabecear livre, levando muito perigo à meta de Bruno.

O gol da “salvação” do Comercial não demorou a sair. Aos 30, Barata cobrou escanteio e o zagueiro Rafael subiu mais do que Maurício Ramos para cabecear e diminuir o placar: 2 a 1. Salários do ano e visita a São Paulo garantidos.      

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