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Palmeiras vence mas não elimina jogo de volta

Palmeiras vence Coruripe por 1 a 0 e terá jogo de volta

Atualizado: Quinta-feira, 15 Março de 2012 as 9:31

A responsabilidade era toda do Palmeiras na noite desta quarta-feira. Favorito, viajou a Alagoas com uma obrigação: vencer bem o Coruripe-AL, no Estádio Rei Pelé, e avançar sem sustos à segunda fase da Copa do Brasil.

Mas, o que parecia se desenhar uma vitória tranquila, com o gol de Hernán Barcos logo no início da partida, terminou em vitória somente por 1 a 0 e festa para o time alagoano, que levou a decisão da vaga para o jogo de volta, em Jundiaí.

Errando mais passes que o comum e em “marcha lenta”, o Verdão não jogou bem e ficou devendo em Alagoas. Apesar da grande festa da torcida e de jogar praticamente em casa, com maioria nas arquibancadas, o Palmeiras não se encontrou. Mesmo abrindo o placar aos dois minutos, foi surpreendido pela vontade e valentia do adversário desconhecido. A se comemorar, somente o 18º jogo de invencibilidade.

Na base da raça, o Coruripe só não empatou porque faltou qualidade nas finalizações e o cansaço bateu no fim da partida. A derrota por 1 a 0 foi muito comemorada pela superação da equipe, que ainda garantiu a renda total do jogo.

O Verdão volta a campo no próximo sábado, pelo Paulistão: às 18h30m (de Brasília), recebe a Ponte Preta, no Pacaembu. Pela Copa do Brasil, a partida de volta será realizada em Jundiaí, no Estádio Jayme Cintra, às 19h30m da próxima quarta-feira. O Coruripe ainda enfrenta o ASA-AL, neste domingo, no Estádio Municipal de Arapiraca, pelo Campeonato Alagoano.

Vantagem e “pé no freio” palmeirense

O Verdão foi recepcionado no Estádio Rei Pelé sob grande festa: fogos de artifício, muitos aplausos e até mesmo Hino Nacional tocado pela banda da Polícia Militar de Alagoas. Com imensa maioria de torcida a favor nas arquibancadas, Barcos foi, de longe, o jogador mais aplaudido. E a empolgação fora das quatro linhas contagiou o time – aos dois minutos, o Coruripe cedeu contra-ataque, e Henrique deixou para Daniel Carvalho. O meia encontrou Barcos de cara com o goleiro, e o “Pirata” não perdoou para abrir o placar, com facilidade.

Mesmo sabendo da qualidade de Marcos Assunção na bola parada, o Coruripe parava a pressão e os ataques do Verdão com faltas. No entanto, escanteios e cobranças só assustavam, e o Palmeiras relaxou. Assim, o time alagoano passou a acreditar num milagre – principalmente com os laterais Rogerinho e Rogério Rios. Sem se abater, partiu para cima em busca do empate, mas, tecnicamente inferior, tinha dificuldade no último passe e não levava perigo ao gol de Deola.

Displicente em alguns lances, o Verdão errava muitos passes, e a empolgação inicial acabou. A torcida também desanimou, e o Palmeiras perdeu chance de matar o jogo logo na primeira etapa – a vitória parcial por um placar elástico não veio. Além do gol, o único lance de perigo foi em um escanteio bem batido por Assunção, aos 17 minutos. Os pedidos de Felipão para que o Palmeiras apertasse não surtiam efeito.

Faltou vontade e decisão fica para São Paulo

O segundo tempo começou feio. O Coruripe seguia mostrando disposição, mas passou a deixar espaços na defesa, e o Verdão se lançou para tentar matar o jogo. Sem sucesso. Apesar de o Palmeiras chegar com mais frequência ao gol de Juninho, quem quase balançou as redes foi o time da casa. Após cobrança de escanteio, aos nove minutos, Jacó cabeceou com perigo. Henrique salvou em cima da linha, com Deola vendido no lance.

A torcida palmeirense tentou empurrar o time, mas a zaga do Coruripe dava a vida para levar a decisão para Jundiaí. Apagado, Maikon Leite não levava vantagem na velocidade, e Barcos, isolado, não conseguia chances nem quando voltava para buscar a bola no meio-campo. O Pirata esperava um bom lançamento para marcar, e o time da casa aproveitava.

Felipão mostrava cada vez mais irritação e resolveu mexer no time para dar mais fôlego na armação da equipe. Sumido e exagerando nos passes de efeito, Daniel Carvalho saiu para a entrada do canhoto Pedro Carmona.

Que pouco viu a cor da bola. A pequena, porém animada, torcida do Coruripe fazia a festa, apesar da derrota. Rogerinho, livre, em chute de longa distância, levou perigo aos 31.

O Palmeiras tentava matar a partida de qualquer maneira, mas não havia jeito. Na última grande oportunidade, aos 42, Henrique apareceu como elemento surpresa na área e chutou cruzado. A bola bateu na trave e saiu pela linha de fundo. Para alegria do Coruripe, que nunca comemorou tanto uma derrota...

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