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Para 'amarelar' o Paulistão, Mirassol tenta quebrar tabu diante dos grandes

Para 'amarelar' o Paulistão, Mirassol tenta quebrar tabu diante dos grandes

Atualizado: Terça-feira, 1 Março de 2011 as 10:25

No início do Paulistão, nem os mais ousados apostadores se arriscariam a apontar o Mirassol entre os favoritos ao título. O time escapou do rebaixamento no estadual de 2010 apenas na última rodada, e este ano, depois de dez rodadas, surpreendeu ao assumir a liderança do campeonato no último domingo. Para o campeonato “amarelar” de vez, porém, o Leão vai precisar dar fim a um tabu. Em quatro anos na Série A-1, a equipe nunca venceu um dos quatro clubes de maior torcida do Estado (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo).     Com sete vitórias, um empate e apenas duas derrotas no Paulistão 2011, o Mirassol soma 22 pontos. Uma campanha impressionante para um time do interior, mas as duas derrotas incomodam bastante, já que ocorreram diante do Palmeiras e do Santos, rivais na briga pela taça.     O retrospecto do Leão contra os ditos quatro clubes grandes do São Paulo não é nada animador para o atual líder do estadual. Em 14 confrontos na curta trajetória do Mirassol na Série A-1 do Paulistão, foram sete derrotas e sete empates. Agora, o elenco diz não se importar com esses números, mas ressalta o desejo de quebrar o tabu.

- Temos de ter pé no chão. Pensar jogo a jogo. Podemos vencer um grande também, mas temos de pensar primeiro em classificar para o mata-mata e depois em surpreender. Quem sabe poderemos até ver o Mirassol em uma final – afirmou o meia Xuxa, destaque da equipe.

 A boa fase do time traz confiança ao plantel. Há quem fale, inclusive, em escrever seu nome na história do clube.

 - Vai ser uma felicidade para todos (os jogadores) entrar na história do clube por vencer uma equipe grande – destacou o zagueiro Gustavo Bastos ao "Globo Esporte".

Já o comandante da equipe, o técnico Ivan Baitello, procura reduzir a euforia amarela. Apesar de elogiar o comportamento do time tanto dentro e fora de campo, o comandante acredita que os investimentos dos grandes clubes paulistas os tornam quase imbatíveis e minimiza a relevância de superá-los ainda pela primeira fase do estadual.      - Vencer um grande nos motiva, valoriza nosso trabalho e cria visibilidade. Mas os três pontos de uma vitória sobre um grande são os mesmos que são conquistados ao bater um time pequeno. Foi assim que, hoje, somos os primeiros, sem ter ganhado do Santos e do Palmeiras. Dificilmente ganharemos. É difícil de bater as equipes de maior investimento. Mas isso não nos preocupa, não é um objetivo a ser atingido. Os atletas estão focados e, se estivermos em um dia feliz (e vencermos), mérito do Mirassol.

A meta do Leão pode não ser manter-se no topo da classificação do Paulistão ou apagar a escrita de derrotas para os grandes de São Paulo. Contudo, quando perguntado sobre o que iria “amarelar”, se o campeonato ou o time, o treinador do Mirassol não titubeia, aliviado pela situação de sua equipe por momento.

- Antes amarelar disputando o título do que o rebaixamento.

O atual líder volta a campo na próxima sexta-feira, às 20h30m, quando recebe o Noroeste em Mirassol. Os confrontos mais aguardados pelo time, porém, são contra o Corinthians no próximo dia 13, às 16h, em Mirassol, e contra o São Paulo, no dia 3 de abril, ainda sem horário definido, no estádio do Morumbi.    

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