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Para Bruno Santos, sua conquista vai dar mais confiança aos brasileiros no WCT

Para Bruno Santos, sua conquista vai dar mais confiança aos brasileiros no WCT

Atualizado: Sexta-feira, 23 Maio de 2008 as 12

Para Bruno Santos, sua conquista vai dar mais confiança aos brasileiros no WCT

Surfista é surpreendido com dia de herói em sua chegada e faz planos para buscar uma vaga na divisão de elite do surfe mundial

 

De volta das ondas de Teahupoo, no Tahiti, o niteroiense Bruno Santos recebeu a imprensa para falar sobre sua heróica conquista no World Championship Tour (WCT), a divisão de elite do surfe mundial. O surfista fez questão de ressaltar a importância da vitória de um brasileiro, algo que não acontecia há seis anos, ter sido na onda mais temida do circuito: grande, pesada e tubular, pois os surfistas nacionais não têm boa fama quando se trata dessas condições.

"Fiquei amarradão em ter esse reconhecimento dos estrangeiros. Já estão me respeitando. Os brasileiros realmente não costumam ter bons resultados nesse tipo de onda, mas essa vitória, do jeito que aconteceu, foi importante para melhorar a nossa imagem", declarou Bruno, elogiado pelo tricampeão mundial Andy Irons. "Ganhei respeito e acho que os brasileiros ganham mais confiança. É bom para mostrar que treinando bastante, com dedicação, os resultados chegam".

Os próximos meses serão determinantes para Bruninho. Motivado, ele dará início a uma forte preparação para enfrentar o World Qualifying Series (WQS) de 2009, a segunda divisão, e tentar uma das 15 vagas para o WCT do ano seguinte.

"Quero testar novos equipamentos com meu shaper e treinar como nunca fiz antes. Vou tentar a vaga por mais dois anos. O formato do WQS é bem difícil, são quatro atletas na água e as ondas são menores. Tem surfistas como o Pancho Sullivan que só conseguiram entrar no WCT com 33 anos. É guerra o ano inteiro", contou Bruno.

A vontade de pegar ondas gigantes também pode influenciar a carreira do surfista de Niterói. Ele não descarta a possibilidade de praticar o tow in.

"Sempre gostei de ondas grandes. Na verdade, enormes. Então penso em comprar um jet ski e fazer tow in em lugares como Teahupoo, para pegar uns tubos gigantes. É minha idéia caso pare de competir", projeta.

O bom resultado no Tahiti ainda o credencia para pleitear uma vaga de convidado nas etapas do WCT no Brasil e na Indonésia, que acontecerá num local ainda secreto.

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