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Para campeões mundiais, feriado Para campeões mundiais, feriado

Para campeões mundiais, feriado Para campeões mundiais, feriado

Atualizado: Quinta-feira, 23 Junho de 2011 as 5:28

Emanuel e Alison treinaram no Leme nesta quinta

(Foto: Amanda Kestelman / Globoesporte.com)

  Quatro dias depois de garantir o título de campeões do Mundial de Roma, Alison e Emanuel trabalham duro de olho nos próximos desafios do Circuito Mundial. Em pleno feriado, os dois madrugaram na praia do Leme, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, para um dia de treinamento ao lado da comissão técnica. Depois de toda a emoção da conquista na capital italiana, eles asseguram que não vão pisar no freio e, por conta do recente triunfo, chegam ainda mais motivados para a etapa da Noruega, na próxima semana. Para o experiente Emanuel, de 38 anos, o fato de carregar a medalha de ouro no Mundial e o título das duas últimas etapas do ano (Praga e Pequim) tem um lado positivo e um negativo.

- Para a gente não tem essa de descansar no feriado. O trabalho continua.  Acho que chegaremos mais confiantes e mais tranquilos dentro de quadra, tudo por conta do bom momento que estamos vivendo na temporada. Aumenta nossa própria cobrança, o que é muito bom, entramos com mais vontade. Por outro lado, os adversários também crescem diante da gente, somos o time a ser batido - analisou Emanuel.

Alison concordou com o companheiro. Para ele, agora o time está em evidência e não mais os americanos Rogers e Dalhausser, que perderam o posto de primeiros do ranking para os brasileiros depois do Mundial.

- Agora está todo mundo de olho na gente e não mais nos americanos. Apesar de eles serem muito fortes, hoje carregamos o peso dessa medalha, que é muito bom - disse.

No Rio de Janeiro, dupla mostra medalha de ouro do

 Mundial (Foto: Amanda Kestelman / Globoesporte.com)

  Juntos há dois anos, os brasileiros formam uma parceria vitoriosa. Treze anos mais velho que Alison, Emanuel, que tem duas medalhas olímpicas, acredita que a experiência aliada à força de vontade do jovem, de 25 anos, tenha fortalecido a parceria nesta temporada. Convivendo quase diariamente, os dois sabem, sem problemas, apontar a maior virtude e o maior defeito do companheiro de quadra.

Medalha em Roma: orgulho da dupla (Foto: Amanda

Kestelman / Globoesporte.com )

  - Acho que a maior qualidade do Emanuel é a paciência. Ele é um cara muito tranquilo, e isso é muito bom. Talvez o defeito dele seja o fato de ser muito passivo, calmo demais - disse Alison, que não escapou da análise de sua dupla.

- Uma grande qualidade dele é esse fogo da vitória. Buscando vencer a todo custo. Um defeito seria essa vontade exagerada, uma agressividade que ele está sabendo canalizar para o lado positivo - respondeu Emanuel.

Em meio a todos os momentos bons que estão vivendo, um episódio isolado ainda é comentado pelos atletas: eles foram alvos de chuva de laranjas de torcedores italianos que protestavam contra a libertação de Cesare Battisti, italiano acusado de assassinato e libertado no Brasil, em decisão que provocou críticas no país europeu.     - Não houve violência contra a gente. Foi mais um susto. Quando vimos a faixa, percebemos que era um protesto. Mas, em momento nenhum, nos atingiram. Eles tacavam a laranja dentro da quadra. Passamos por isso porque estávamos ali representando o Brasil, sendo a dupla em evidência, que jogava na quadra central do torneio - lembrou Alison.

Emanuel, por sua vez, achou ruim ver política misturada com o esporte.

- Não sou contra protestos, desde que não seja com violência. Mas não acho legal misturar política com esporte. Esporte é uma coisa produtiva, saudável. A política muitas vezes é tendenciosa. Isso sim me deixa chateado. Mas foi um caso isolado. No geral, fomos muito bem tratados pelos italianos - disse o campeão olímpico em 2004, em parceria com Ricardo.

No último domingo, Ricardo e Márcio foram a dupla batida por Alison e Emanuel na decisão do Mundial, etapa do Circuito Mundial disputada a cada dois anos com pontuação maior que os outros torneios.          

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