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Paradas de box são fundamentais na briga pelo prêmio de R$ 1 milhão

Paradas de box são fundamentais na briga pelo prêmio de R$ 1 milhão

Atualizado: Sexta-feira, 5 Agosto de 2011 as 11:52

Ricardo Maurício exibe o cheque de R$ 1 milhão, ao

lado de Meinha (Foto: Duda Bairros / Stock Car)

  Para vencer, não basta ter o carro mais rápido da pista. Um dos ditados mais conhecidos do automobilismo ganha importância quando se trata de uma prova especial como a Corrida do Milhão. Por isso, os engenheiros, responsáveis pelas estratégias de pit stops, trabalham incansavelmente em busca das melhores alternativas para levar seus pilotos aos primeiros lugares. Em meio a tantas possibilidades, não há espaço para improviso, mas o risco faz parte do jogo.

Nas duas edições anteriores da prova, quem levou a melhor precisou ousar. Thiago Meneghel, da A.Mattheis, era o engenheiro do time de Valdeno Brito quando o paraibano faturou o prêmio. Já Rosinei Campos, da RC Competições, festejou a vitória de seu piloto, Ricardo Maurício, no ano passado. Em ambos os casos, as paradas de box foram determinantes para a vitória.

- Em 2010, ganhamos a primeira posição quando pusemos menos combustível que o líder, mas quase ficamos pelo caminho por pane seca. Na última volta, ainda na curva do Laranjinha, o Ricardo me avisou pelo rádio que o motor estava falhando, num princípio de pane seca. Ficamos apreensivos, mas ele tinha construído uma vantagem de cinco segundos e felizmente deu para cruzar a linha de chegada na frente – lembra o chefe de equipe, que também atua na elaboração da estratégia de seu segundo time, a RCM, onde corre o líder do campeonato, Thiago Camilo.

Uma das principais razões para o aumento do consumo de combustível é a utilização do botão “push to pass”, que aumenta as chances de ultrapassagem através de uma injeção extra de 70 cavalos de potência no motor, que tem 520 cavalos. Mas há outro item fundamental, que requer atenção dos estrategistas. Como esta etapa tem a duração de 70 minutos, 20 além do habitual, os pneus também são bastante exigidos, podendo levar as equipes a fazer mais de uma troca. Tudo precisa ser estudado previamente, para evitar surpresas ao longo da prova, como revela Thiago Meneghel.

Thiago Meneghel mostra no computador dados do

carro para Popó Bueno (Foto: Cleocinei Zonta/RF1)

  - Olhando os números, dá para imaginar que é só parar uma vez para reabastecer que o carro vai até o final da prova. Mas não é assim tão simples. Existem muitas variáveis na definição da melhor estratégia: o desempenho do carro, a posição que estaremos no grid, as eventuais intervenções do Safety Car, entre outras coisas – conclui o engenheiro, que nesta temporada cuida dos carros de Popó Bueno e Alceu Feldmann.

Para facilitar o trabalho da equipe de estrategistas ao longo da corrida, o piloto também tem um papel fundamental. É a partir das informações transmitidas via rádio que grande parte das decisões são tomadas. Uma delas é a opção de trocar apenas dois dos quatro pneus em cada parada.

- O piloto nos passa o comportamento do carro, volta a volta, nos deixando cientes do desgaste dos componentes e das condições da pista. Trabalhamos com estes dados, buscando uma margem de segurança, mas às vezes ficamos no limite. Tem que ser assim se quisermos vencer, faz parte do jogo – confessa Rosinei Campos, que busca neste domingo o bicampeonato na prova mais badalada da temporada.          

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