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Partida contra o Libertad será uma grande festa para família de Piris

Partida contra o Libertad será uma grande festa para família de Piris

Atualizado: Quarta-feira, 26 Outubro de 2011 as 4:40

Iván Piris e família, no hotel do São Paulo no

Paraguai (Foto: Marcelo Prado / Globoesporte.com) A torcida pelo São Paulo na partida decisiva contra o Libertad, em Assunção (PAR), pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana, estará reforçada por 50 paraguaios na noite desta quarta-feira. São os integrantes da família Piris, que estarão no estádio Nicolas Leoz para ver o parente ilustre em ação na lateral-direita do Tricolor.

Piris virou superstar no Paraguai. No desembarque da delegação tricolor em Assunção, ele foi, ao lado do goleiro Rogério Ceni, o atleta mais assediado. Deu entrevistas no saguão do hotel onde o Tricolor está concentrado e também após o treino realizado na terça-feira. Ver tamanho assédio em cima do filho deixa os pais, Alcides Piris e Teresa Leguizamón de Piris, orgulhosos. Eles, que moram em Itaguá, a 30 quilômetros de Assunção, fizeram questão de receber o filho no desembarque na madrugada de terça-feira.

– Isso mostra o quanto nosso filho trabalha para se destacar. É uma satisfação grande para um pai ver um filho tão dedicado e que agora está no São Paulo. Ele voltar aqui jogando por outro time aqui no Paraguai sem dúvida será especial – afirmou o pai, que foi para o Brasil quando o atleta foi contratado e passou dois meses com o filho para ajudar na sua adaptação.

A mãe ia e voltava. Afinal, o casal tem outra filha, Yessica, de 21 anos, que está no terceiro ano da faculdade de administração em Assunção. Ficar longe do filho que costumava ver todos os dias não foi uma situação fácil para Teresa.

– Quando fui ao Brasil, dei sorte para meu filho porque o vi atuar na partida contra o Ceará e ele marcou um gol. É claro que sei que meu filho vai ficar bem, mesmo tão longe. Mas sou mãe e toda mãe quer proteger sua cria. Por isso, o jeito é usar bastante o telefone – disse a mãe, simpática, rindo muito.

Agora pelo São Paulo, Piris virou 'superstar' no Paraguai (Foto: Marcelo Prado / GLOBOESPORTE.COM) Os pais estiveram no Brasil no momento do nascimento do primeiro filho de Piris, Kevin, que, inclusive, foi ao estádio do Morumbi pela primeira vez no último domingo, quando o Tricolor empatou por 0 a 0 com o Coritiba, no Campeonato Brasileiro.

A fácil adaptação de Piris ao Brasil não surpreendeu os pais, já que o filho, quando tinha 12 anos, morou um ano no bairro da Vila Prudente. Atraído por um empresário que tinha influência no Juventus, o paraguaio treinou por um ano na rua Javari. Mas não chegou a disputar nenhum jogo oficial. Nessa altura, o jogador já defendia a seleção sub-13 do Paraguai.

– Eu era o mais jovem do grupo, tinha 12 anos e a equipe era sub-16. Então, era difícil jogar uma partida oficial. Ficava apenas treinando e joguei alguns amistosos. Me lembro que morei perto da festa de Nossa Senhora Achiropita. Um ano depois, tive de voltar ao Paraguai para terminar o colégio. Mas foi uma experiência válida – conta o lateral tricolor, que chegou à mesa do hotel em Assunção no meio da conversa da família com a reportagem do GLOBOESPORTE.COM.

A torcida por Piris sofre um pequeno abalo quando surge na mesa o nome do Cerro Porteño, um dos times mais tradicionais do Paraguai. A família toda é cerrista, tanto que não admitiu que Piris fizesse teste no Olímpia, o tradicional rival. Se um dia Cerro e São Paulo se enfrentarem, Alcides vai ficar com o coração dividido.

- Sinceramente, é muito difícil de responder. Quando acontecer eu penso – afirmou, rindo.

Mas e se Piris fizesse um gol sobre o Cerro?

- É melhor não falar. Acho que poderia até brigar com o meu filho – rebateu o pai, gargalhando bastante.

Piris será titular do São Paulo contra o Libertad

(Foto: Rubens Chiri / Site Oficial do São Paulo) Piris não esconde a ansiedade para a partida desta quarta-feira. Afinal, é a primeira vez que volta a disputar uma partida no Paraguai desde que foi contratado pelo São Paulo. Ele havia sido convocado pelo técnico Arce para a seleção para o duelo contra o Uruguai, mas ficou os 90 minutos no banco de reservas.

– É especial. Sei que muitos parentes e amigos estarão no estádio para me acompanhar e torcer por mim. Espero que possamos fazer uma grande partida e, ao contrário da partida contra o Coritiba, quando o resultado foi injusto, possamos sair de campo com a vitória – afirmou o lateral que, antes de subir para o seu quarto na concentração tricolor, posou para a foto com os familiares.        

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